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A Discobertas deu início às celebrações dos 40 anos de carreira de Zé Ramalho em 2008, quando fez sem primeiro lançamento - o CD duplo "Zé Ramalho da Paraíba". Naquele momento comemoramos os 40 anos do registro de José Ramalho Neto na Ordem dos Músicos, abrindo o baú do artista e oferecendo o "capítulo zero" de sua trajetória. Contamos no encarte que no final da década de 60 nosso herói foi por quatro anos membro de nada menos que quatro bandas de iê íê iê (ou de baile, se preferir). No início dos anos 70, conheceu Geraldo Azevedo e sentiu imensa vontade de fazer músicas próprias, e assistir "Woodstock" no cinema mexeu de vez com sua cabeça. Seu primeiro show, "Atlântida", foi o primeiro concerto de rock conceituai em João Pessoa em 1974, após o que Zé fez o lendário álbum duplo "Paêbirú" com Lula Côrtes, muito mal lançado por um selo local em 1975 - quando Zé Ramalho já se unia à banda Ave Sangria para acompanhar Alceu Valença no Festival Abertura, promovido pela TV Globo.

Alceu é exaltado pela crítica, juntamente com a banda e o violeiro Zé Ramalho - que, na edição de 18 de fevereiro de 1975 de O Globo, foi particularmente elogiado na coluna de Nelson Motta: "Zé Ramalho da Paraíba consegue se expressar com igual mobilidade nas linguagens (estranhamente tão próximas) de Bob Dylan e dos violeiros de feira". Alceu cai na estrada ao longo dos meses e Zé Ramalho permanece na banda. Uma temporada no Teatro Tereza Rachel acaba se estendendo, a Som Livre grava um disco ao vivo, e Zé Ramalho é novamente elogiado por Nelson Motta n'O Globo de 28 de agosto; "Existe um dado muito especial: o violeiro Zé Ramalho da Paraíba - uma figura impressionante, um músico extraordinário. (…) O trabalho é um inacreditável blending dos blues arrastados de Dylan com as linguagens do cordel e dos cantadores de feira, dos contadores de histórias sem nome e sem lugar, dos observadores da vida e das pessoas. Tudo envolvido por uma contida inquietação. (…) Zé Ramalho é meio isto, intimista, intenso, um músico que está entre a fala e o canto, que no entanto corre em volta, entre as pausas e espantos".

Estimulado pelos que o cercavam, Zé Ramalho aproveita alguns colegas da banda de Alceu e, durante a temporada do show em São Paulo, grava uma fita demo no palco do Teatro Aquarius durante uma passagem de som. A fita demo, inédita até hoje, de nada serviu - apenas para gerar um stress desnecessário que fez com que Zé Ramalho abandonasse a banda. {"Frágil" e "Jacarepaguá Blues" só seriam conhecidas pelo grande público quando gravadas para o LP "Pra Não Dizer Que Não Falei de Rock" em 1984.)

Zé Ramalho resolve voltar mais uma vez para João Pessoa e lá, no início de 1976, faz shows sozinho e cantando suas músicas. É a fase da "Coletiva de Música Paraibana" e, meses depois, do show "Um Dia Antes da Vida", este noticiado com elogios por Nelson Motta n'O Globo de 18 de outubro de 1976: "Seu trabalho de compositor é de altíssimo nível e ele se movimenta dentro de uma linguagem própria, que parece de um belo e estranho casamento entre a música falada de Dylan e a dos cegos violeiros das feiras onde Zé bebeu música. (…) Espero que ainda se ouça muito falar do violeiro Zé Ramalho. E que, sobretudo, que ele cante muito".

Zé Ramalho veio então de vez para o Rio e, no verão de 76/77, caiu na noite - fazendo muito show com bandas como O Peso. O produtor Carlos Alberto Sion conhece Zé Ramalho no píer de Ipanema e resolve produzir de uma nova demo do artista, desta vez com quatro canções, somente voz e violão. Zé Ramalho é recusado pela Phonogram, pela RCA, pela EMl-Odeon e até pela Som Livre, embora nesta última Augusto Cesar Vanucci tenha pego "Avôhai" para o próximo álbum de Vanusa, gravando com Zé Ramalho na viola.
Mas foi o produtor Jairo Pires quem finalmente contratou Zé Ramalho para gravar um primeiro LP solo pela CBS.

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