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As notas derretem, como uma experiência malfeita em laboratório químico. Um metal escorrendo pelos cantos da mesa, lentamente. No seu rastro, um retorcido passado agora indefinido. Há uma angústia de que nada do que foi tocado poderá ser recomposto. E lá está o observador estupefato, sem ação, diante da visão de algo sendo destruído pra criar uma nova forma.

A Vênus In Fuzz, em seu segundo EP, homônimo, se arrasta como o metal líquido, quente, corrosivo, fatal. O quarteto de João Pessoa, Paraíba, retorce as notas, a guitarra, o jeito de ser, pra formar quatro canções deformadas por ruídos envolventes.

No primeiro EP, “Room Tapes”, de 2016, havia uma preocupação maior com a melodia (e nenhuma com a produção). Em “Vênus In Fuzz”, parece que deformar é reformar a própria existência. “Caim E Abel” é a morte pra dar existência a algo novo. O sangue derrama e dali nasce a humanidade imperfeita, cruel, mas ainda assim uma humanidade. O primeiro assassinato da história é deformação da própria humanidade.

Assim, as guitarras emaranhadas em ruídos sobressaem por sobre o baixo forte e a bateria delicadamente preguiçosa. O vocal é em português, com letras, digamos, sem muitos atrativos (“Vitrine” lembra o minimalismo do Cabine C, do Smack). O som é universal em sujeira, noise rock garageiro híbrido de FireFriend e Pin Ups. O disco é um primor pra se ouvir alto, atento às notas corroendo o espaço.

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