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Biografia

Ao ouvir esse cd de estréia do The River Raid a primeira impressão é de uma banda antenada com tudo que há de novo no rock lá fora. A sonoridade das guitarras não fica devendo em nada pra nenhum Arctic Monkeys ou Strokes.

O peso do som já pode ser notado logo na faixa de abertura do CD “Experiência”, que começa com um som de teclado na linha synth pop dos anos 80 e explode em seguida com uma fúria de guitarras, baixo, batera e vocais, o The River Raid começa a mostrar suas garras.

O melhor de tudo é que mesmo com as influências das bandas citadas, o grupo tem uma identidade muito forte com o rock brasileiro dos Mutantes, dos Titãs, do Ultraje, Camisa de Vênus, e as letras se encaixam perfeitamente com a música, isso fica bem explícito em “Teorema de Magashi”.

Em “4.20 Hora Local” o The River Raid trabalha bem os riffs de guitarra, bastante inspirados em Sonic Youth.

Na faixa “Fim (Por um instante)” uma surpresa bem legal são as guitarras com referências de blues e lembrando os solos de “slide guitar” de Jack White do White Stripes, e porque não citar uma influência clássica como Jimmy Page (Led Zeppelin).

Depois vem “Não Caio mais no que você diz” uma canção “power pop” com efeitos de sintetizadores dando um ar setentista no final da música. Mais uma vez a referência Mutantes e até Jovem Guarda aparece em alguns backing vocals da música “O Rei” que depois de algumas variações retoma um ritmo frenético de guitarras, mas a letra entrega na estrofe final a verdadeira inspiração dessa música “Só Roberto pode me compreender”, ele é nosso “Rei”.

Além do repertório em português o The River Raid também optou por algumas composições em inglês, pois sem dúvida a banda tem grandes chances no exterior como sacou o produtor Felipe Tichauer. A faixa “Time Up” na primeira audição deixa a gente com uma impressão de que eles são uma banda “gringa” tal a perfeição dos vocais e da atualidade da música, que não perde pra nenhuma dessas bandas novatas inglesas.

Em seguida “Summer” é outro exemplo de música bem construída, uma levada que faz lembrar antigas canções de Iggy Pop.
Depois vem uma balada nos moldes Thom Yorke (Radiohead) a música “Let It Out” costurada por um delicioso som de teclado e uma guitarra solando ao fundo.“Electric Kool” restabelece uma levada rock setentista com sabor sintetizado e vanguardista. No mesmo pique vem “Álcool” numa letra em português muito bem humorada.

Pra encerrar, “2030” a música que os revelou em 1999 no Ultrasom, repleta de riffs possantes de guitarra, efeitos wah wah e um sônico gran finale, digno de uma banda pronta pra conquistar o mundo. “Em 2030 eu não tenho certeza do planeta em sua órbita”.

Bem-vindos ao futuro do rock brasileiro!

Kid Vinil – maio / 2007

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