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Biografia

  • Local de fundação

    Oslo, Noruega

Há alguns anos, Marcus Forsgren ouviu pela primeira vez os Beach Boys. Decidiu nesse momento que queria ser músico e o clima frio da Noruega ajudou-o: a sua vida passou a fazer-se entre a colecção de discos e os instrumentos que tinha em casa.

Ao ouvir Dizzy kiss, o álbum de estreia dos noruegueses Lionheart Brothers, é-nos difícil pensar num país frio e pardacento. É-nos também bastante complicado pensar em Dizzy kiss enquanto álbum de estreia, tal é o grau de maturidade que carrega em cada canção. Marcus explica-nos a sua fórmula: «Ouço música desde que me conheço, vários tipos de música, de diferentes proveniências e épocas. Gosto muito dos CAN e dos Stereolab, mas também dos Beach Boys, Cocteau Twins, The Cure, The Stooges e Steve Reich. Neste momento ando a ouvir muito Edward Grieg; é um compositor erudito norueguês que conseguiu combinar a tradição norueguesa com a vanguarda da época [mostrámos-lhe Fernando Lopes-Graça e gostou]. Também costumo ouvir, embora menos assiduamente, Gavin Bryars, Henry Cowell, Dimitri Shostakovich… imensa música erudita. Depois pego nos elementos que me interessam e começo a compor; não tenho fronteiras: não gostaria de reger-me apenas por um único rótulo e dizer ‘nós tocamos pós-rock’ ou ‘nós tocamos shoegazing…’. Penso que devemos procurar as nossas influências em vários contextos, porque um desafio só o é verdadeiramente quando o enfrentamos pela primeira vez.»

Mas se os Lionheart Brothers se fazem de várias influências, o resultado não poderia ser mais coeso. Afunilando a variedade apresentada por Marcus ser-nos-ia possível apontar as mais óbvias: Beach Boys, Strawberry Alarm Clock, Tahiti 80 e Stereolab. O músico escapa-se, porém, aos demais e principia o relato de uma lembrança que, a julgar pelo tom com que as palavras lhe saem da boca, lhe é muito querida. Lembra-se perfeitamente do dia em que descobriu Pet sounds, dos Beach Boys: «Foi num dia cinzento, já se sabe. Era miúdo e ainda andava à procura da minha identidade; acontece-nos a todos, suponho. Naquela idade os ídolos são a vida de um gajo; e uns tipos que viviam sob a imagem do surf, dos carros e das miúdas faziam de mim um alvo fácil. Porém, havia também a música: foi nesse dia cinzento que comecei a gostar realmente de música: ouvi o disco e, durante aqueles quarenta minutos, saí de mim, tive uma epifania. Penso que foi a partir desse momento que desejei ser músico; desejei a partir de então poder provocar nos outros uma reacção semelhante à que acabara de ter.»

Marcus passou à acção: convenceu dois amigos a juntarem-se-lhe na aventura e, pouco depois, adoptando o nome de um conto da escritora Astrid Lindgren («É uma história da qual todos gostávamos e pensámos que seria um bom nome para a banda.»), nasciam os Lionheart Brothers. A formação actual, todavia, apenas tomaria forma dois anos mais tarde. «Os Lionheart Brothers já existiam antes do Audun se juntar a nós. Ele era nosso fã e nós fãs dele, pelo que, quando o nosso guitarrista desistiu, não foi difícil convencê-lo a juntar-se-nos. Eu já o tinha ouvido várias vezes ao vivo, e em todas elas havia saído do recinto completamente atónito. Ele utilizava afinações pouco convencionais, e a forma como distorcia ligeiramente a voz era muito sofisticada e agradável ao ouvido. Soube que tínhamos pernas para andar quando começámos a tocar e a gravar ‘demos’ juntos.»

Depois de encabeçarem os tops de vendas na Noruega («Bem, a Noruega é um país pequeno, pelo que não é preciso vender muitos discos para se encabeçar essas listas.»), partiram para Austin, Texas, a fim de participarem no conceituado festival South by Southwest («Foi estupendo! Não sou um grande fã de festivais: a oferta acaba sempre por se sobrepor ao tempo e à atenção dispensada a cada concerto – e o South by Southwest é, nesse aspecto, um festival levado ao seu extremo. No entanto, é sempre bom participar neste tipo de eventos; gosto de tocar para públicos diferentes.») e, logo depois de uma pequena digressão pela Noruega, viram editado o seu registo de estreia no Reino Unido e o primeiro single deste, “Hero Anthem”, ser eleito pela Q Magazine como ‘Track of the day’, no passado mês de Outubro.
Não é, portanto, de estranhar que o grupo sonhe com o futuro: «Estamos a planear fazer uma paragem para escrevermos canções novas. Mas antes ainda temos umas datas na Suécia, na Dinamarca e no Reino Unido. Talvez depois disso… A escrita e os ensaios são as partes que mais nos agradam. O processo de ver um álbum a tomar forma interessa-nos muito mais do que a vida de estrelas de rock: somos noruegueses e, naturalmente, muito caseiros.»

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