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Biografia

  • Data de nascimento

    6 Dezembro 1921

  • Local de nascimento

    Turin, Torino, Piemonte, Itália

  • Data de falecimento

    23 Julho 2004 (idade 82)

Piero Piccioni nasceu em Torino, Itália, em 6 de dezembro de 1921. O pseudônimo usado até 1957, Piero Morgan, deriva do nome de sua mãe Carolina Marengo. Autodidata, Piccioni começou a tocar jazz ao piano ainda criança. Escutava discos americanos nos anos 1930 e ficou impressionado com a música de Duke Ellington.

Em 1938, fez sua estréia como pianista na rádio de Florença onde retornou em 1944, com vinte e dois anos para se apresentar com a orquestra “013”, primeira orquestra de jazz italiana a tocar na rádio e a primeira formação jazzística estável da Itália. Piero Piccioni se afirma então como um grande pianista, arranjador e “band leader”. Paralelamente ao jazz exercia a profissão de advogado e havia iniciado os estudos em filosofia.

Único músico italiano a tocar com Charlie Parker, Piccioni foi chamado em 1949, em Nova Iorque, para substituir o pianista Al Haig em um programa de televisão, tocando com Charlie Parker, Kenny Dorham, Tommy Potter e Max Roach.

Iniciou sua carreira como compositor de trilhas nos anos 50. Escreveu mais de trezentas trilhas sonoras para o cinema, televisão, rádio e balé. O primeiro filme para o qual escreveu a música foi Il Mondo le Condanna (1952), de Gianni Franciolini e em seguida La Spiaggia (1953) de Alberto Lattuada. Piero Piccioni compôs a música de treze dos dezessete filmes de Francesco Rosi e trabalhou muito com Alberto Sordi, com quem teve um relacionamento de amizade além do profissional. Algumas de suas músicas mais famosas são dos filmes destes dois diretores. Il Caso Mattei (1972), de Rosi, e Um italiano in América (1967) e Polvere di Stelle (1973), de Sordi.

Muitos outros diretores se beneficiaram de sua música: Mario Monicelli, Luigi Comencini, Luchino Visconti, Roberto Rossellini, Antonio Pietrangeli, Elio Petri, Bernardo Bertolucci, Vittorio De Sica, Tinto Brass, Dino Risi. São suas as trilhas para Il bell’Antonio (1960), Travolti da um Insolito Destino nell’Azzurro Mare di Agosto (1974), Tutto a Posto e Niente in Ordine (1974), In Viaggio con Papà (1982), e Incontri Proibiti (1998).

Seu reconhecimento se reflete nos prêmios que ganhou durante sua carreira: Nastro d’Argento (1963), David di Donatello (1975), prêmio Anna Magnani (1975), prêmio Vittorio De Sica (1979) e Prix International Lumiere em 1991.

Piero Piccioni faleceu em 23 de julho de 2004.

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