Reproduzindo via Spotify Reproduzindo via YouTube
Saltar para vídeo do YouTube

Carregando o player...

Scrobble do Spotify?

Conecte a conta do Spotify à conta da Last.fm e faça o scrobble de tudo o que você ouve, seja em qualquer app para Spotify, dispositivo ou plataforma.

Conectar ao Spotify

Descartar

Existe uma nova versão disponível da Last.fm, sendo assim, para manter tudo funcionando perfeitamente, recarregue o site.

Biografia

Formada em 1992, pelo baixista Agathodemon, a Murder Rape é uma banda brasileira de Black Metal que reflete as convicções e percepções pessoais de seu fundador pelo Satanismo, para criar uma música singular, de inspiração sombria e incomparável.

No tempo em que residiu em Portugal, Agathodemon foi iniciado nas artes negras, por verdadeiros Satanistas, e estreitou relações de irmandade com nomes respeitados da cena Black Metal européia, como Euronymous (Mayhem), Faust (Emperor), Jon “Metalion” Kristiansen (Slayer Magazine), Wildness Perversion (Mortuary Drape), entre outros, no período inicial de fundação ideológica do Black Metal europeu e suas atividades extremas. Ele ainda teve vínculos iniciais com a Church of Satan, de Anton Szandor LaVey, evoluindo depois para filosofias mais extremas e pessoais. Estabelecida a diretriz filosófica da banda, Agathodemon recruta o guitarrista Ipsissimus, o vocalista Sabatan e o baterista Ichthys Niger. Com esta formação, foi lançada, em 1993, a aclamada e cultuada demo In Liaison with Satan, contendo uma Intro (esta, retirada da obra Auschwitz Oratorium, do compositor polonês Krzysztof Penderecki) e mais duas músicas. Neste mesmo ano, a banda inclui em sua formação um segundo guitarrista, Baalberith, que apesar de estar presente na foto promocional da demo, não esteve presente nas gravações da mesma, deixando a banda ainda neste mesmo ano.

Diante da repercussão obtida com o lançamento de sua demo, selos como Osmose Productions (França), Full Moon Productions (EUA) e Cogumelo Records (Brasil) demonstraram interesse em ter a Murder Rape em seus casts. A banda, então, acaba optando por assinar contrato com a Cogumelo Records, por achar que o Black Metal, no Brasil, naquele momento, ainda não era um verdadeiro movimento consolidado como filosofia de vida, e, que, a partir daquele momento, o gênero poderia ganhar contornos de movimento mais sério, como já ocorria em outros países, principalmente, da Europa. Assinado o contrato, a banda lança, em 1994, um dos maiores álbuns já feitos no Black Metal brasileiro: Celebration of Supreme Evil. Considerado como um dos mais influentes lançamentos da década de 90, o álbum inteiro é envolto em um clima negro, por sua intensidade e densidade musical, aliado a um verdadeiro conteúdo lírico Satânico e, polêmico, por conta do agradecimento à Adolf Hitler, no encarte do mesmo, o que rendeu à banda sérias acusações de compactuar com o nazismo, fato este desmentido pelo próprio baixista Agathodemon, em entrevista para a revista A Obscura Arte, no ano de 2002:

“Quando citei Adolf Hitler, não estava me referindo ao fictício holocausto político, mas sim, à sua obsessão em destruir aqueles que consideram a si próprios ‘o povo escolhido por deus’. Não entendo como algumas pessoas possam achar que isto é abominável para uma banda de Black Metal, pois Black Metal foi e será sempre um veículo de transmissão de ódio contra a fé judaico-cristã. Isto não tem nenhuma conotação política ou racista, mas sim, religiosa. Deixo bem claro que em nossa religião, Satanismo, não há discriminação pela cor, nível social, localização geográfica, etc, mas sim, discriminação pelo caráter e moral. Estas são as duas maiores qualidades dos verdadeiros Satanistas”.

Após o lançamento de Celebration of Supreme Evil, a banda resolve romper, amigavelmente, o contrato com a Cogumelo Records e, sentindo a necessidade de ter um selo brasileiro que pudesse dar às bandas do país, o mesmo apoio que as estrangeiras tinham, Agathodemon funda o selo Evil Horde Records, em 1995.

Como primeiro lançamento do selo, em 1996, veio o segundo álbum da Murder Rape, … And Evil Returns. O álbum mantém a mesma linha sonora soturna de seu primeiro álbum, unindo um trabalho sobre crenças antigas e os obscuros sentimentos destas almas atormentadas, preservando os ideais daqueles que estão prontos a se juntarem à celebração, usufruindo da glória e prazeres pelos quais lutaram e firmar as bases da única e antiga religião. O álbum marca a entrada do guitarrista Azarack, transformando a banda em um quinteto. Mesmo antes do lançamento deste segundo álbum, a banda já começava a apresentar alguns atritos internos com relação à direção musical a ser seguida e, mesmo com o lançamento do novo álbum, para o baixista Agathodemon e o guitarrista Ipsissimus, … And Evil Returns ofereceu muito menos do que a Murder Rape poderia oferecer, a nivel musical.

Com a insatisfação pelo direcionamento musical de … And Evil Returns, a banda faz algumas modificações em sua formação, com o vocalista Sabatan e o baterista Ichthys Niger sendo retirados da mesma. Com as saídas de ambos, o guitarrista Azarack também deixa a banda. Para seus lugares, são chamados o vocalista Nargothrond e o baterista Dagorlad, voltando a banda a trabalhar como um quarteto novamente. Inicia-se então o processo de composição de seu novo álbum, tendo como foco um direcionamento musical que refletisse a nova proposta da banda, com músicas mais rápidas e diretas, mas que ao mesmo tempo, tivessem uma ligação com seu clássico primeiro álbum, Celebration of Supreme Evil. As gravações do novo álbum estavam agendadas para se iniciar em junho de 2000, mas tiveram que ser adiadas devido a um acidente ocorrido com o baterista Dagorlad, que quebrou sua mão. Com isso, a banda só retornou ao estúdio, para iniciar as gravações, quatro meses depois.

Em 2001, é lançado, através da Evil Horde Records, o novo e terceiro álbum, intitulado Evil Shall Burn Inside Me Forever, com parte gráfica produzida na Áustria e em três versões diferentes: edição comum, Slipcase e uma luxuosa edição especial com pôster A2 e biografia da banda. Pode-se dizer que este álbum colocou a Murder Rape em um patamar nunca antes visto, levando a banda a fazer uma turnê na Europa, entre os meses de junho e julho, quebrando fronteiras que até então nenhuma banda brasileira de Black Metal havia conquistado. Tocaram em países como França, Bélgica, Holanda e Alemanha, nos conceituados festivais Drakkar Hell Fest, na França (ao lado de Mutiilation, Unpure, Watain, Morrigan e Barbatos), no IV Under the Black Sun, na Alemanha (juntos de Deströyer 666, Horna, Morrigan, Mutiilation, Necrophobic e Nifelheim) e no Frontline, na Bélgica (juntamente com Horna e Arkhon Infaustus). Porém, antes de embarcar para a Europa, a banda fez um show de divulgação no Brasil, no Rio de Janeiro, onde o baixista Agathodemon foi preso por agressão a um policial.

Após o retorno da bem sucedida turnê européia, a banda ainda se apresentou, no dia 15 de dezembro, na primeira e única edição do festival Fuck the Bastard Child, em Curitiba, organizado pela parceria entre os selos Evil Horde Records e Chaos 666 Records, contando, além da Murder Rape, com as presenças das bandas Pactum, Ocultan, Mysteriis e Luciferiano.

Com a excelente repercussão do álbum Evil Shall Burn Inside Me Forever e da turnê em território europeu, a banda acaba construindo o status de uma das maiores representantes do Black Metal brasileiro, sendo coroada com o licenciamento do álbum pelo selo CD-Maximum, da Rússia, em 2003, obtendo uma divulgação ainda maior de seu nome na Europa.

Paralelamente a tudo isso, no ano de 2003, mais precisamente no dia 23 de março, Agathodemon, Nargothrond e Azarack (que havia retornado à banda há alguns meses), foram presos em flagrante, na cidade de Criciúma, por arrombamento e depredação de uma igreja local.

Ainda em 2003, a Murder Rape se apresentou no mês de outubro, em Curitiba, ao lado dos suecos do Marduk, em sua primeira passagem pelo país, com a World Funeral Tour. No ano seguinte, a banda se apresenta pela primeira vez na cidade de Belo Horizonte, ao lado dos poloneses do Behemoth, obtendo uma recepção monstruosa do público, sendo mais ovacionada até do que os próprios poloneses. Este show marcou a entrada do baterista Warhate Sower, no lugar de Dagorlad.

Um ano após sua bem sucedida apresentação em Belo Horizonte, a banda retorna à capital mineira para integrar o cast do Festival Cogumelo 25 Anos, que comemorou os 25 anos de fundação da Cogumelo Records, onde se apresentou ao lado da lendária banda brasileira Vulcano, no dia 12 de novembro de 2005, em show que marcaria a entrada definitiva do guitarrista Maleventum, em substituição a Azarack. No ano seguinte, a banda voltaria aos palcos, em Curitiba, para tocar ao lado do Krisiun.

Três anos após sua última apresentação em Curitiba, a banda voltaria aos palcos em sua cidade natal, desta vez, acompanhada da banda alemã Nargaroth, onde novas músicas foram tocadas e apresentadas ao público presente. Era questão de tempo até que o novo álbum fosse gravado e lançado, porém, mesmo assim, Nargothrond deixaria a banda no ano seguinte, sendo substituído pelo vocalista Sadistic Punisher.

A banda volta a se apresentar em Curitiba, em 2011, onde dividiu palco com os finlandeses do Horna e a expectativa era grande para ver a Murder Rape, que não se apresentava na capital paranaense desde 2009. Uma apresentação insana, com direito a duas cabeças de porco nas laterais do palco, sangue de boi e hóstias jogadas para o público.

Após um hiato de doze anos sem lançar um novo álbum, a banda anuncia o lançamento de For Evil I Spill My Blood, pela Evil Horde Records, em novembro de 2013, contendo todas as linhas vocais completamente gravadas por Nargothrond, antes de sua saída, mas houve, por parte da banda, bastante sigilo com toda a preparação e informações divulgadas sobre o álbum.

For Evil I Spill My Blood é uma verdadeira sinfonia aos ouvidos dos que ainda caminham pelas trevas, a mais pura essência do mal, em forma de música. O álbum dá continuidade aos elementos mais agressivos inseridos no álbum Evil Shall Burn Inside Me Forever, mas também traz de forma mais presente a melodia clássica, perversa e cadenciada do álbum Celebration of Supreme Evil, inclusive com a inserção de teclados em algumas passagens, tocados pelo convidado Nahtaivel, o que deu ares mais sombrios ao álbum. Todo o designer e layout gráfico foram feitos pelo renomado Marcelo Vasco, enquanto que a capa ficou sob responsabilidade do lendário Joe Petagno. O álbum foi lançado em uma belíssima versão Slipcase, com verniz na frente e verso, tendo a sigla MR como logo, que unida, forma um crucifixo invertido. A banda fez o show de lançamento do álbum For Evil I Spill My Blood na VII Celebração nos Bosques de Satã, na cidade de Guaramirim, em 2014.

No final de 2016, o guitarrista Ipsissimus deixa a banda e, no ano seguinte, Blodmåne é anunciado como seu substituto.

Apesar de ser uma banda que fez poucos shows e gravou poucos álbuns, em intervalos regulares, ao longo de todos estes anos de ininterrupta atividade, a Murder Rape sempre prezou por significativa qualidade lírica e musical em seus lançamentos, ao invés de lançar muitos álbuns desprovidos de seu potencial característico e essência habitual. O quantitativo de quantos álbuns mais deverão ser lançados já foi estabelecido na cabeça de seu fundador, mas sua missiva Satânica e divulgação do Caminho da Mão Esquerda permanecerão eternos.

Agathodemon criou a Murder Rape como uma ferramenta de manifestação de suas ambições e visões filosóficas Satânicas, o que lhe reserva o direito de manter vivo e intacto todo o legado maldito de sua criação. Um legado construído sem depender de exposição em revistas de Metal brasileiras e estrangeiras que, nos primórdios do gênero, criticavam severamente o Black Metal e, hoje, o veem como algo vendável e, mantendo a inacessibilidade às mídias digitais e redes sociais.

(copiado da https://pt.wikipedia.org/wiki/Murder_Rape)

Editar esta wiki

Não quer ver anúncios? Assine agora

API Calls