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Biografia

Neath, Gales (2004 – presente)

Katherine Jenkins (Neath, 29 de Junho de 1980) é uma cantora de música clássica. Recentemente, foi uma das juízas e mentoras do programa britânico Popstar to Operastar.

Compilar uma lista das mais ilustres divas da música contemporânea é um jogo mental interessante a ser feito. Instantaneamente a figura de Barbra Streisand desponta na mente. Streisand está num raro patamar internacional de, talvez, três mulheres que podem arrancar um suspiro devoto de uma plateia de milhares de pessoas com apenas uma nota. Flutuando logo atrás, com a máquina de vento posicionada ligeiramente para o lado, voando suavemente como uma bola de gás numa brisa, está a canadense Celine Dion. Uma diva é uma cantora com um talento raro e magnífico o suficiente para beirar a excentricidade; uma voz que monopoliza o ar quando usa toda a sua força e que pode quebrar um coração com um sussurro. A diva se mantém foram dos reinos da fantasia casual e da mudança diária de tendências. Ela é poderosa o suficiente para ficar em pé e cantar sozinha.

Agora, onde poderia uma jovem encantadora, criada nos Vales Galeses, da pequena vila de Neath, se encaixar nisso tudo? Katherine Jenkins ainda pode se tornar a candidata britânica a um desses tronos femininos. Quebrando recordes, angariando aplausos, recebendo prêmios, vendendo discos em escala multi-platina e se apresentando em cada um dos torneios mais importantes do calendário britânico, Ms. Jenkins completou seu trabalho no campo clássico/crossover. Pousando sobre o som de seu sétimo álbum nas montanhas ensolaradas de Hollywood, sob a tutela do perito mundial no desenvolvimento de estrelas, o produtor David Foster, com um passado extraordinário e o compromisso de sua nova gravadora, a Warner Brothers, Katherine sente que está para se tornar uma supernova. Aos 29 anos de idade, ela se sente segura o suficiente em sua terra natal, para assumir o risco de seguir para a fase internacional. A Grã-Bretanha talvez tenha preparado uma diva para o palco do mundo, em todos os aspectos.

Katherine lança um suspiro afiado. “Quando penso em uma diva, penso numa voz. Penso em uma mulher que é independente e que responsável por sua carreira. Penso em uma mulher que sabe o que quer fazer artisticamente. E penso numa mulher que faz tudo isso em esforço. Estou pronta para pegar essa estrada”, diz a cantora.

“Existe uma discussão no momento sobre as mulheres no mercado musical”, ela diz, “Sempre me perguntam se percebi uma mudança com todas essas mulheres incríveis chegando. E claro, para a música pop, parece meio radical. E é fantástico ver essas mulheres fazendo o que estão fazendo, e tão bem. Mas no mundo clássico, estamos cheios de personagens femininas grandes e fortes. É algo que é quase garantido. Então, no mundo de onde venho, toda essa ideia de força e feminilidade não é algo estranho. É normal. A ópera é sobre mulheres fortes”.

Não que a gravação desse disco metamórfico e crucial para Katherine tenha começado com demasiadas demonstrações de força. Saber que ela estava pronta para o desafio de conseguir as proezas criativas de suas heroínas era uma coisa. Executar, outra. Em fevereiro deste ano, Jenkins fez a primeira de diversas viagens de três semanas a LA para trabalhar com Foster em seu estúdio, com a intenção expressa de trabalhar em algo novo e orientado para a cantora. “O primeiro dia no estúdio eu, literalmente, caí em lágrimas. Saí de lá questionando minhas habilidades vocais”. A extraordinária cantora e o produtor por excelência começaram a trocar ideias sobre o tipo de música que ela deveria escolher para possibilitar que sua carreira fosse para um próximo patamar. “A forma como eu trabalhei em todos os meus seis álbuns anteriores foi: escolher as faixas, alguém fazia os arranjos para mim, e então eu cantava a música. Dessa vez, não poderia ter sido mais diferente”.

Uma das músicas que Katherine colocou na mesa foi Bring me to life, sucesso gótico mundial do Evanescence, em 2003. Ela ouviu alguma coisa no vocal original de Amy Lee com o que se conectou: uma urgência e um anseio profundo. David começou a considerar uma repaginação orquestral radical da música, retirando a percussão e substituindo por um ritmo pulsante de cordas. “E David me disse ‘É uma grande ideia, mas não acho que você possa cantar aquela música’.” Ela foi preparando o terreno. “Não estou acostumada a alguém me dizer que tenho limitações. Gosto de ver as possibilidades. Eu sabia que podia fazer”. Ela saiu do estúdio e se fechou no quarto de hotel aos prantos. “Eu disse que ele tinha me feito chorar, mas foi só no final da sessão quando estávamos satisfeitos com o trabalho que fizemos. Quando a gente tinha acertado”.

Ao, literalmente, trazer à vida como uma tempestade musical e emocional contemporânea, Bring me to life se transformou num marco importante do que Katherine Jenkins fez com seu novo disco. É uma prova dos solavancos de imaginação que aconteceram com ela em Los Angeles. Quando um dos co-produtores de Foster, Jocem, lhe apresentou uma demo de No woman, no cry, de Bob Marley, ela já não estava mais intimidada. Ela começou a ouvir em sua cabeça, sua própria versão do clássico. “A letra dessa música é perfeita e repousa nessa versão pacífica. Assim que a ouvi, pude ver onde ia dar. Quero dizer, adorei aquela música. Quem não gosta? Mas pude sentir como ela poderia ser minha e então como poderia funcionar ao vivo. Não era apenas sobre pensar no que viria em seguida. Eu tinha que ver aquilo como um show ao vivo que acompanharia. Quando você está querendo levar esse tipo de música para um outro patamar, é importante como ela será traduzida para um contexto maior”, diz Jenkins. Cada música foi habilmente trabalhada com a assinatura de Foster. “Cada vez que David trabalhava uma música, ele sempre falava sobre aquele momento em que a música deveria fazer a plateia levantar e aplaudir”.

Um dueto com Andrea Bochelli na fabulosa I believe lhe mostrou uma estrada de possibilidades. “É minha música preferida no disco”, diz Katherine, “Cantamos juntos algumas vezes, mas nunca gravamos juntos. Então, de repente, eu estava no mundo de David, e ele estava produzindo um disco de Andrea e as peças do quebra-cabeça simplesmente começaram a se encaixar”. Para manter a textura do novo álbum, eles evitaram um dueto tradicional de ópera, e fizeram uma releitura de uma música pop. “Não se trata de transformar minha voz na de uma cantora pop. Não quero fazer isso. Simplesmente não acredito que não possa interpretar música pop com a minha voz”.

Se Katherine Jenkins pode cantar ao piano, certamente está pronta para andar ao lado de Barbra nas passarelas internacionais das divas. “O que acontece aqui, acontece. Não sou o tipo de pessoa que planeja todos os movimentos e decide o que vai fazer em seguida. Tudo o que sei é que fiz um disco do qual me orgulho. É meu. Eu estava lá em cada passo da orquestração, da concepção à execução. Estou pronta para algo novo”.

Isso não acaba com o disco. Katherine começou a produção e o planejamento de sua primeira turnê solo com a concepção e produção genial de Kim Gavin, que foi o responsável este ano pela maior turnê britânica de todos os tempos, do Take That. A transição entre o mundo popular e o meio clássico que estava incubada nela, está próxima para Katherine. “Não vejo razão para não seguir adiante com isso. Fiz algo aqui que me parece certo. As pessoas esperam isso, porque como eu trabalho com música clássica, é o único tipo de música que eu conheço bem, ou que eu ouço”.

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