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Biografia

Formada por Fred Melianti (voz), Fernando Aranha (guitarra) e Bernardo Fonseca (baixo), a banda Invasores realiza em seu primeiro trabalho (álbum ou ep) um tratado psicossociológico dos mais atuais. O caos, a paranóia e fragmentação de sentidos característica da pós-modernidade se desenlaçam com absoluta clareza através de afiadíssimas letras e melodias. Ao retratar um painel no qual o Rio de Janeiro é ponto de partida, a banda envereda o ouvinte ao epicentro de uma fatalista visão urbana, repleta de conflitos e reflexões pessoais.

Fred produz os versos mais inventivos e bem delineados da cena nacional. Sua artilharia verborrágica, no entanto, não é sua única arma. Dono de uma voz poderosa o CANTOR interpreta vorazmente cada faixa, e desenvolve habilmente suas idéias sob a rajada de notas musicais alvejadas por seus parceiros de banda, Aranha e Fonseca – ambos integrantes do Engenheiros do Hawaii.

A influência de artistas como Red Hot Chili Peppers, Incubus e The Roots ecoam muito além da obviedade através do minimalismo e dos experimentos na guitarra de Aranha, das envenenadas e contundentes linhas de baixo de Fonseca e da urgência vocal de Fred. Como uma bomba recheada de idéias musicais explosivas, o trio carioca nos conduz à leveza de iluminações espirituais – como em “Shao Lin” –, e a visualizações cinematográficas acachapantes, caso das faixas “Rio de Janeura” e “João e Maria”.

Um choque entre realidade e subjetividade é proposto. Cada canção dos Invasores funciona como um tapa na cara, que ao invés de sugerir retomada de consciência confunde e entorpece ainda mais o ouvinte. A arte do improviso é a essência que a banda captura neste ep (ou álbum). Produz-se assim um álbum coeso e certeiro, inspirado e composto a partir de enfurecidas “jam sessions”.

O resultado final deixa claro o abismo que separa bandas que saem da internet e outras que ainda optam por viver de Arte. “A tragédia do cotidiano, é comédia na vida privada”, assinala o refrão de “João e Maria”, ratificando a multiplicidade de idéias de uma banda madura, que exerce com poética maestria o frescor de sua tresloucada musicalidade.

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