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“Estratosférica ao Vivo” não é apenas o registro de um show de Gal Costa. É, mais ainda do que isso, o retrato da artista ao alcançar os 70 anos de vida, 50 deles dedicados à música. Com direção geral de Marcus Preto e produção musical de Pupillo (Nação Zumbi), o espetáculo estreou no Teatro Castro Alves, em Salvador, em 27 de setembro de 2015, o dia seguinte ao aniversário da cantora. A gravação do álbum ao vivo aconteceu quase dois anos depois, em 24 de junho de 2017, na Casa Natura Musical, em São Paulo. A direção do DVD é assinada por Joana Mazzucchelli (Polar Filmes). “Estratosférica ao Vivo” marca a chegada de Gal Costa à gravadora Biscoito Fino.
O show “Estratosférica” coroa a nova fase artística de Gal, cada vez mais interessada em ligar várias pontas da história da música do Brasil, unindo os compositores de sua geração a nomes da nova cena nacional. A sonoridade foi cuidada para potencializar esse desejo. A cantora havia gostado muito do ambiente ora roqueiro, ora bossa-novista construído para ela pelo mesmo núcleo criativo em um espetáculo que fizera poucos meses antes, sobre o repertório de Lupicínio Rodrigues. Assim, quando ensaiavam o que viria a ser o “Estratosférica” ao vivo, o pedido que veio da cantora não deixava margem para desvios: “Não quero nada careta, quero um show bem rock’n’roll”. A banda reunida no palco e no DVD conta com Guilherme Monteiro (guitarra e violão), Fabio Sá (baixo) e Mauricio Fleury (teclados e guitarra), além do próprio Pupillo (bateria e programações).
O roteiro, criado por Marcus Preto, presta-se muito bem a essa ideia. Costura canções de Caetano Veloso (“Objeto Não Identificado”, “Como 2 e 2”, Tom Zé (“Namorinho de Portão”), Luiz Melodia (“Pérola Negra”), Jards Macalé e Waly Salomão (“Mal Secreto”), Carlos Pinto e Torquato Neto (“Três da Madrugada”), Roberto e Erasmo Carlos (“Meu Nome É Gal”) — uma série de obras tropicalistas e pós-tropicalistas que até hoje servem de referência e alimentam as novas gerações da música.
Traz também alguns clássicos que nunca haviam chegado à voz de Gal, como “Cartão Postal”, rock de Rita Lee e Paulo Coelho lançado originalmente em 1975, e “Os Alquimistas Estão Chegando os Alquimistas”, um Ben Jor da fase Jorge Ben. E a volta de “Arara”, um diamante pop de Lulu Santos lançado por Gal em 1987 que merecia desde sempre uma leitura tonificada.
Completando o repertório, “Por um Fio” (que, quando o show foi gravado, ainda se chamava “Pelo Fio”), uma bossa nova inédita de Marcelo Camelo, escrita especialmente para a voz de Gal. Além, é claro, do repertório que sustentou o “Estratosférica” de estúdio, composto por um pessoal da pesada, de todas as gerações: de Mallu Magalhães a Milton Nascimento, de Tom Zé a Zeca Veloso, de João Donato a Criolo, de Thalma de Freitas a Caetano Veloso.
Sobre o espetáculo, aliás, Caetano escreveu: “O show ‘Estratosférica’, que Marcus Preto concebeu para Gal Costa, com a banda dirigida pelo baterista Pupillo, é um acontecimento que enche a alma e mostra ser a história brasileira embolada mas teimosa. Vim da Bahia com Bethânia, Gal e Gil na cabeça e no coração, como promessas de transformação nacional. Se eles estão mostrando forças e nenhum sinal de desistência, concluo que o Brasil é viável”.

Fonte: Gravadora Biscoito Fino

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