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Biografia

  • Data de nascimento

    29 Agosto 1955 (idade 63)

  • Local de nascimento

    San Diego, San Diego County, California, Estados Unidos

Diamanda Galás é uma artista como poucas são. Considerada uma artista Avant-Garde, trata de temas variados em suas canções, como AIDS, genocídios étnicos, política, religião e, até mesmo, guerra biológica. O interessante é que sempre esses temas surgem em suas canções quando eles estão sendo pouco abordados ou até mesmo antes de seu massivo surgimento em jornais ou publicações de grande circulação. Quando o mundo sentia o medo de uma guerra química, por causa da invasão do Iraque, Diamanda tinha feito um disco quase que completo falando sobre o assunto, 10 anos antes.

Obcecada pelo vampirismo e uma grande defensora das minorias, Diamanda nunca foi facilmente compreendida pelo grande público. Filha de um professor de mitologia grega, tocador de baixo e trombone em uma orquestra de jazz, foi iniciada na música tradicional grega e árabe. Seu pai costumava dizer que cantar era para idiotas e prostitutas e sempre foi contra a iniciação vocal de Diamanda, que aos 14 anos era concertista da Orquestra Sinfônica de San Diego. A partir daí, sua vida e carreira colecionaria fatos controversos e curiosos.

Diamanda é raiva, protesto, angústia, sombras e morte. Ela canta com voz poderosa enchendo os espíritos de medo mostrando que escuridão e a morte estão para todos aqueles que se conformam. Escancarando suas referências, posou para as lentes da fotógrafa Annie Leibowitz nua e presa a uma cruz em chamas, para uma edição da revista Vanity Fair. “Ela tem sido comparada a uma vampira, a uma Valkiria e a uma rainha lagarto - todos apropriados, desde que ela pareça pronta para sugar a vida de seu ainda pulsante coração…”, disse um editorial da Time Out New York, em fevereiro de 2007.

Com a perda seu irmão, vitima da AIDS em 1986, ela se tornou engajada no tema e ativista de grupos LGBT e de prevenção contra o HIV, como também a fez tatuar em sua mão “we are all HIV+” (todos somos HIV+). Já foi presa em 1989 em Nova Iorque, em uma manifestação de um grupo ativista LGBT, acusada de distúrbio da ordem pública e logo em seguida em 1990 foi acusada por “blasfêmia contra a Igreja Católica Romana” após uma apresentação no Festival Delle Colline na Tosaca. “Satã mora mesmo nos EUA, agora mais do que nunca” disse Diamanda à época.

Diamanda impregna em suas canções um misto de mistério, escuridão, revolta e protesto. Cantando quase sempre acompanhada apenas de um piano, ela consegue deixar o público atônito não apenas com sua voz forte, mas também com sua atuação no palco, com sua linguagem corporal bastante expressiva. No álbum Defixiones, por exemplo, um disco muito complexo e lírico, “Remanescente da obra musical de Galás referente aos anos 80, isto é, à sua fase mais experimental e vocacionada para a exploração de uma temática específica” , temos Diamanda falando sobre o genocídio dos cristãos da Ásia Menor e em menor quantidade, do genocídio proporcionado pelos turcos.

“Num mundo conspurcado pelo Mal e polvilhado por interesses demoníacos, cujas manifestações se revelam através da AIDS, da morte, do sofrimento ou de genocídios, Diamanda Galás representa uma tentativa de cura libertadora. Uma cura que expurga esses males, uma cura que se materializa numa das vozes mais feéricas e ameaçadoras que alguma vez se ouviu no panorama da música contemporânea” escreveu Victor Afonso, na revista Mondo Bizarre.

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