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Biografia

Das Racist foi um grupo americano de hip hop alternativo que surgiu no Brooklyn, na cidade de Nova York, composto por Himanshu Suri ("Heems") e Victor Vazquez ("Kool A.D.") e o hype man Ashok Kondabolu (Dapwell, "Dap"). Conhecido pelo uso do humor, referências acadêmicas, alusões a culturas estrangeiras e estilo não convencional, o Das Racist tem sido tanto descartado como rap de comédia quanto aclamado como uma urgente voz nova no rap.

Após ter ascendido à fama na Internet com a música "Combination Pizza Hut and Taco Bell" em 2008, o Das Racist se estabeleceu como grupo de rappers, lançando em 2010 suas mixtapes "Shut Up, Man" e "Sit Down, Man". A revista Spin selecionou o Das Racist como um dos cinqüenta shows para se assistir no festival SXSW de 2010, e em abril de 2010, a MTV Iggy selecionou o Das Racist como uma das "25 Melhores Novas Bandas do Mundo". A Rolling Stone declarou que a música "hahahaha jk?" de Sit Down, Man foi um dos cinqüenta melhores singles de 2010.

Em setembro de 2011 o Das Racist lançou seu primeiro álbum comercial, "Relax", que foi nomeado em muitos listas de melhores músicas do ano, incluindo tanto a da Rolling Stone quanto a da Spin, bem como foi considerado pela Spin o quarto melhor álbum de rap do ano. A Spin também contou com o Das Racist na capa de sua edição de novembro de 2011, com um artigo escrito pelo irmão de Dap, o comediante Hari Kondabolu. Em 28 de novembro de 2011, o grupo fez sua estréia na televisão dos Estados Unidos no Conan.

Em um show em dezembro 2012 em Munique, Heems revelou que o "Das Racist está acabando e nós não somos mais uma banda." No dia seguinte, Kool A.D. revelou que ele tinha deixado a banda em outubro de 2012, apesar de que seus motivos para fazê-lo e a situação dos materiais gravados para o segundo álbum do grupo permanecem desconhecidos. Com o fim do Das Racist, Kool A.D. e Heems seguiram em carreira solo e Dap produzindo um podcast com seu irmão comediante.

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Para tentar entender o Das Racist (uma tarefa bem complicada, diga-se de passagem) é necessário falar um pouco sobre os seus integrantes. Em primeiro lugar, Kool A.D, Hima e Dapwell não são negros nem brancos. Suas ascendências incluem sangue indigena americano, linhagem hindu e também sangue negro e branco. Em segundo lugar, seus integrantes tem diplomas universitários. Por último, o grupo está baseado em Williamsburg, o epicentro hipster no coração do Brooklyn. Por conta desses fatores, parece que o Das Racist não se encaixa em nenhuma patotinha do mundo do Rap.

Quando se lê algumas das entrevistas deles, percebe-se que o grupo não se afilia a nenhum movimento e está sempre tirando sarro de tudo: o “homem branco”, rappers materialistas, a indústria musical, garotas brancas, consumismo, cultura de massa, deles mesmos, do próprio rap, egos, raças, dinheiro… nada escapa da ironia do grupo. Ironia jorrando de caminhões-pipa enfileirados por quilômetros. Ironicamente, o grupo caiu nas graças do “establishment” hipster mundial. Talvez porque a própria ironia seja um dispositivo de linguagem muito típico do mundo indie branquelo. Mas também não é novidade no hip-hop.

O pulo do gato é que a ironia do Das Racist é na verdade o glacê docinho que encobre a massa de sarcasmo que compreende a maior parte do bolo musical do grupo. Insultos em forma de piadas. Jabs no queixo disfarçados de carinho nos lóbulos. É o tipo de resíduo… ácido… que sobra depois de uma sessão de gargalhadas tresloucadas em torno de um terceiro, alheio à loucura. Todos riem, mas todos sabem que por trás das risadas existe algo real. Fica um incômodo esquisito. E é nesse lugar incômodo que o Das Racist gosta de trabalhar. Ou você presencia esse incômodo todo pacientemente e dá valor, ou vira as costas e ignora. Não há como ficar passivo em relação ao som dos caras.

Em Relax, muito mais que nas mixtapes anteriores do grupo, isso fica muito claro. O Das Racist produz um dos momentos mais sarcasticamente impactantes do rap em 2011 com a faixa “Power”. O grupo emula de forma clara a rima de Jay-Z e Kanye West, criticando de forma sagaz a forma pela qual o “trono” busca estabelecer uma supremacia negra na cultura americana: com muitos dólares, força bruta e egos gigantes. Ironicamente, o Das Racist canta em algumas músicas versos como “Give us all your money”… com dinheiro ninguém brinca.

Na verdade, o fluxo das rimas de Kool A.D, Hima e Dapwell é bem invejável. Em faixas como “Rainbow in The Dark” e “Shut up, Man” o grupo vai de leste a oeste num piscar de olhos, ziguezagueando como o mestre kung-fu bêbado, falando muitas vezes sobre nada em específico e sobre tudo ao mesmo tempo. O Das Racist rima como uma metalinguagem anárquica caótica, sob efeitos. As produções vão desde muito inspiradas a somente medianas, mas sempre com uma aura esfumaçada e meio jogada, meio feita de bate pronto.

O Das Racist é uma grande incógnita. Como a própria banda diz na última música do disco “Você pode nos perguntar o que é isso, mas ainda assim nós não diríamos”. É muito difícil avaliar até onde vai a ironia do grupo e até onde começa uma construção pretensiosa. Talvez por isso, o mundo rap torça um pouco o nariz para os caras. Mas não dá para ignorar o fato que estes são três rapazes muito inteligentes que rimam como poucos. Com um pouco mais de foco, o Das Racist pode muito bem fazer história.

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