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Esta gravação data de 1962 e pertence à Banda 2 da Face B do disco EP de 45 R.P.M. editado pela "Voz do Dono", versão portuguesa da marca estrangeira "His Master's Voice", etiqueta da "Valentim de Carvalho", de seu nome "Benfica - O Nosso Glorioso", em que o Orfeão do Sport Lisboa e Benfica, o Conjunto Sem Nome, o cantor Luiz Piçarra e a cançonetista Maria José Valério interpretam várias canções dedicadas ao Sport Lisboa e Benfica.
Este é o "Hino do Sport Lisboa e Benfica", também conhecido com o nome de "Avante, Avante pelo Benfica", da autoria de Alves Coelho, o celebrado compositor do "Fado do 31", sobre versos de Félix Bermudes.
Foi composto por ocasião do vigésimo quinto aniversário do Clube (1929), e declarado pelo clube como hino oficial, até ao ano de 1942, ano em que o hino foi proibido pelo Estado Novo fascista, por ordem expressa do das Beiras (Sua Excelência o Presidente do Conselho, sr. dr. Oliveira Salazar), devido ao facto do refrão ter a palavra "Avante", o que evidenciava alguma relação (inexistente, é claro) com a publicação oficial do Partido Comunista Português, do mesmo nome.
A letra deste hino é a seguinte:

«"Todos por um!" eis a divisa,
Do velho Clube Campeão,
Que um nobre esforço imortaliza,
Em gloriosa tradição.

Olhando altivo o seu passado,
Pode ter fé no seu futuro.
Pois conservou imaculado
Um ideal sincero e puro.

REFRÃO
Avante, avante p'lo Benfica,
Que uma aura triunfante Glorifica!
E vós, ó rapazes, com fogo sagrado,
Honrai agora os ases
Que nos honraram o passado!

Olhemos fitos essa Águia altiva,
Essa Águia heráldica e suprema,
Padrão da raça ardente e viva,
Erguendo ao alto o nosso emblema!

Com sacrifício e devoção
Com decisão serena e calma,
Dêmos-lhe o nosso coração!
Dêmos-lhe a fé, a alma!".

Trata-se de um verdadeiro hino adequado para este clube de grande prestígio, numa interpretação fantástica, insuperável, ímpar e extraordinária do Orfeão do Sport Lisboa e Benfica.
A sua popularidade caiu por terra quando em 16 de Abril de 1953 foi apresentado num sarau de angariação de fundos para a construção do Estádio da Luz, no Pavilhão dos Desportos, com a presença de cerca de 6 mil benfiquistas o tema "Ser Benfiquista" escrito por Paulino Gomes Júnior (letra e música) e interpretado pelo cristalino tenor Luís Piçarra.
O sucesso foi tal, que a partir daqui passou a ser tomado, de maneira errada, como o hino oficial do clube.
Hoje, o Sport Lisboa e Benfica continua a divulgar a canção dita por causa da sua popularidade, muito mais superior que a popularidade desta, mas continua a reconhecer este como o hino oficial do clube.
Há poucos dias, a TVI transmitiu uma reportagem sobre este hino e a sua história, uma reportagem que recomendo vivamente, onde se divulga a história deste hino, o impacto nas pessoas, um lado menos conhecido de Luís Filipe Vieira, actual Presidente do Sport Lisboa e Benfica, a raridade do disco original, que nem sequer o Benfica possui, a não ser esta gravação, e onde António Victorino d'Almeida, celebrado maestro da música erudita portuguesa, revelou o seu ódio pelos hinos do Benfica, por serem de música popular. Uma coisa bastante vergonhosa!
E ao mesmo tempo que ele pede aos compositores da música clássica para comporem um novo hino do Sport Lisboa e Benfica, que fique na memória de todos, contradiz-se, pois tanto este hino como o de Luiz Piçarra são hinos que ficam imediatamente gravados na memória.
Independentemente disso, este é o verdadeiro Hino do Sport Lisboa e Benfica, um dos hinos mais belos que já ouvi em toda a minha vida, e uma das canções mais históricas de sempre, que tenho toda a honra e prazer em divulgar na minha conta, e não o faço exclusivamente por ser benfiquista, mas sim por causa de adorar este hino e por causa do seu valor histórico.
Esta gravação foi retirada do disco CD "Centenarium Benfica (1904 - 2004): O Disco Oficial", editado pela EMI/Valentim de Carvalho, destinado à celebração do centenário do clube, que inclui várias canções dedicadas ao Benfica.

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