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Toda essa atmosfera “dream” e “lo-fi” nunca foi tão intensa como em Memoryhouse. Com um som que nos leva a transcender nas ondas de nossas alma. Harmonioso como poucas coisas que há no mercado, o som do Memoryhouse nos leva aquele momento onde olhamos para o oceano e sua imensidão e sentimos que a mesma dimensão existe dentro de nós.

Rotulado como dreampop, chillwave e lo-fi music, o duo Canadense vai muito além das pré-concepções, com um som que se mistura muito à música ambiente, evocando toda uma atmosférica nostalgica e passiva em suas músicas. A dupla se perde no experimentalismo sem nunca perder a melodia, dando a imprenssão de que realmente estamos perdidos no nada, apenas com a melodia nos acompanhando. Tocando algo que lembra um shoegaze muito despretensioso, suas melodias nos levam instantaneamente a um lugar transcendental onde nos perdemos ao som do teclado de Evan, que preenche todos os espaços possíveis nas músicas.

A voz de Denise é incrivelmente suave e incisiva à nossos ouvidos e se confunde a melodia penetrante das músicas. Em algumas vezes sua bela voz destoa, propositalmente, da proposta da música, resultando em um fascinante lo-fi de uma voz perdida em ecos musicais. A voz da vocalista é também uma ótima reafirmação as letras da banda, quase todas sobre insônia e perturbações da alma do autor. A falta de ar, a insônia, o sons estranhos chegando, o coração partido, são caracteristicas muito bem representadas pelo tom angustiante e perdido na voz da cantora.

A dupla lançou recentemente seu primeiro EP que deixa bem imprimido qual é a sua marca, uma incrível união de músicas glo-fi, assemelhando-se muito ao som de Beach House, Memory Tapes e Toro Y Moi. As músicas são densamente sonoras prendendo o ouvinte durante os curtos 12 minutos de duração. The Years é incrivelmente conectado e extremamente relaxante do inicio ao fim, o EP é a representação sonora das angústias que a alma quer esquecer, e que por isso se perde de tudo e de todos.

O EP tem inicio com a incrível e suave batidinha de “Sleep Patterns” que é realmente leve e perdida, como se o som da música vagueasse junto com as ancias da personagem, que se recusa a abrir os olhos e apenas ouve barulhos a distânciae. Conta também com “Lately” que é constante e densa, transmitindo todas as angústias de uma alma que não consegue ter descanço e mesmo com toda a nostalgia percebe-se uma intensidade na música que destoa com as outras realmente prendendo nossos ouvidos a todos aqueles sentimentos nebulosos e perdidos no espaço. O interlude do EP é feito com primazia pela “The Waves”, onde alguns elementos mais trabalhados e pesados se contrapoem aos sussurros ao fundo, tornando a música tão perfeita quanto curta.

O single de maior trabalho da banda “To The Lighthouse” tem a mesma letargia das outras canções, porém com um que de estar se arrastando por todas as camadas de anestesia da melodia. A música ganhou recentemente um remix de Millionyoung e é a mais hypada no LastFM da dupla, que já conta com mais de 72 mil execuções. O duo que já saiu em várias revistas especializadas como Pitchfork, Neu Magazine e Spinner está atualmente em turnê pelos Estados Unidos e ganhando cada vez mais repercussão. Agora é esperar que o fantástico som deles encante os ouvidos de muitos daqui pra frente.

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