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Judy garland iniciou muito cedo sua carreira: aos 6 anos participava de um grupo com suas irmãs (The gumm sisters); sua família fazia parte do teatro musical.

Estrelou alguns filmes com Mickey Rooney, quando começou a ser notada pelo público, mas o sucesso absoluto viria com O mágico de Oz. Impossível ouvir Over the Rainbow sem ligar com a imagem da Dorothy, a mocinha que busca um espaço no mundo, e quer ser aceita como é e que descobre, após uma grande aventura que não há lugar melhor que seu próprio lar.

Com 17 anos estrelou O mágico de Oz, recebendo um Oscar especial por seu trabalho. Foi nesse período que o estúdio MGM anexou uma cláusula que ela não poderia engordar e tampouco perder a sua voz. Receitada pelo próprio estúdio, começou a usar remédios para não engordar. Mesmo com 20 anos, os executivos do estúdio quiseram que ela continuasse a ser a mesma Dorothy, caso contrário perderia o contrato. Mais uma pressão. Diversas vezes tentou o suicídio.

Uma mudança significativa em sua carreira ocorreu mais tarde, com o filme The pirate, de 1948, em que aparece mais feminina, aposentando a mocinha dos velhos tempos. Nesse período tomava anfetaminas (também receitados pelos médicos de Hollywood, o que a fazia ter alucinações e mudanças terríveis de humor).

Um de seus grandes sucessos foi o filme "Agora Seremos Felizes"(Meet me in St. Louis) onde voltou a fazer a mocinha meiga e romantica, por esse motivo não queria fazer o filme. Foi Fazendo esse filme que conheceu
o diretor Vicente Minnelli que em várias tomadas fazia com que ela aparecesse numa espécie de moldura, uma forma de declarar sua paixão. Mais tarde eles se casaram e foi nesse casamento que Judy Garland deu a luz a Liza Minnelli.

Após seu casamento, afastou-se da mãe, a quem culpava de sua tristeza. Elas nunca mais voltaram a se falar. Uma de suas irmãs morreu de overdose de drogas, pouco tempo antes que Judy.

Com sua dependência de remédios, uma tendência para engordar e fama de difícil, acabou sendo demitida pela MGM e afastou-se das telas. Ela torna-se para a música e acaba ganhando 5 grammys. Na Inglaterra encontra um público bem cativo, que não a esqueceu.

Retorna ao cinema com o filme Nasce uma estrela, e acaba concorrendo ao Oscar de Melhor atriz, perdendo-o para Grace Kelly. O filme acaba, de certa forma, sendo um bom paralelo de sua vida.

Nos anos 60 continua sua carreira, e é convidada a apresentar o The Judy Garland Show, pela CBS.

Judy foi uma espécie de amostra do que a fama precoce e o excesso de trabalho podem fazer com uma pessoa: drogas e álcool desde cedo fizeram parte de sua vida. Drogas para dormir, drogas para acordar, drogas anti-depressao, álcool das festas tomando o espaço da vida privada. . A própria vida, cheia de desilusões, a fizera se entregar aos barbitúricos. Em muitos momentos as filmagens eram interrompidas para que ela pudesse se recuperar.

Aos 47 anos seu rosto já mostrava os efeitos agonizantes do excesso de extravagâncias que teve na vida. Cheia de dívidas, acabou morrendo de overdose, em 1969, em Londres. Como atriz já não trabalhava, mas ainda cantava.

Dentre seus amigos que comparecem ao seu velório, estavam Mickey Rooney, Lauren Bacall, Cary Grant, June Alysson, Ray Bolger, Katharine Hepburn, Sammy Davis Jr., Dean Martin, Lana Turner, Fred Bartolomew, Jack Benny, Kay Thompson e Alan King. Frank Sinatra pagou o funeral e afirmou que ela era maior que todos eles juntos. Dos seus ex-maridos, apenas Mickey Deans e Sid Luft estavam presentes. O público também pôde despedir-se de sua estrela, que foi enterrada no cemitério de Hartsdale, Condado de Westchester.

Fonte: Wikipédia and me.

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