• Hard Core

    26 Jan 2013, 21:56 by panks_not_deder

    I like hard core music.
    I like hard core sex.
    I like hard core movies.
    I like hard core drunkenness.
    I like hard core debate.
    I like hard core books.
    I like hard core pictures.
    I like hard core dancing.
    I like hard core loving.
    I like hard core shit.
    I like hard core.
    So fuck you all.
    Fuck off. Die.
  • My 20th group: Immortal Rock Vocals

    25 Nov 2012, 05:20 by musinum

    Be the first on your block to join my very newest group: Immortal Rock Vocalists. The connections are based on two rock lists at www.digitaldreamdoor.com: Top 100 Male Vocalists & Top 100 Female Vocalists. The connections are complete: the radio is still under construction. Place note that you will hear some non-rock on the radio, because this is based on vocalists who may cross over into gospel, soul, funk, pop, and country. The connections are individual artists, but the radio will include any bands or groups they are associated with: in many cases the band is better known than the singer. The lists are the opinion of the authors and are sure to inspire discussion and dissent. Good! Bring your opinions and your own lists and jump into the fray!
  • A passionate plea

    30 Jul 2012, 00:20 by musinum

    I am sending this out to all groups to which I belong. It is not about music, but it is about the world we all live in. It's aimed particularly at my American friends and co-members, but because of America's unique position in the world, it affects everyone and the kind of world we'll all be living in for a long time.

    Group leaders, it's up to you whether you treat this as spam, or post it. I try my best never to spam, but I feel so strongly about this that I'm willing to take the chance.

    I hope that as artists and appreciators of music and other arts, and as people who think and feel for themselves, the majority of us here can appreciate the historic importance of Barack Obama's election to the American Presidency, and the efforts he continues to make (against a very entrenched opposition who represent the interests of the rich and powerful) to make life more livable for the ordinary citizens of the United States and for the rest of the world as well.

    Perhaps some of us who cheered his election four years ago are disappointed that he has not been able to completely transform the world in the ways we had imagined, but as someone who has been involved in social causes for half a century, I can tell you that nothing comes quickly or easily. What is important is the fight and the day-to-day effort.

    I expect that a number of you see the world in exactly the opposite terms, and that an even larger number are not involved in politics and perhaps haen't given a lot of thought to the upsoming election. (I'm speaking primarily to the Americans among you here. Every country has its own issues and its own struggles, and there are brave and hard-working citizens in many countries fighting oppression that we Americans can scarcely imagine!) But what is at stake here is nothing less than the kind of country we will live in for many years to come.

    The message of the right is that if we take care of the rich and privileged, that the crumbs that fall from their table will eventually feed the rest of us. If that doesn't seem right to you, it may be because that particular social experiment was given an extensive trial thru the Reagan administration and thru Bush father and son. The result was disaster.

    What happened was exactly what you might expect when all the safeguards that were built into the system over the years to protect the rest of us from the abuses of money and power, and from greed and corruption, were systematically dismantled. The top tax rate is a small fraction of what it was fifty years ago, and we are being asked to lower it even further, at the price of cutting the services that most first-world countries take for granted: the social safety net, affordable health care, funds for education, care for the environment... the list goes on and on.

    The President has manged to get a good start at pulling this country back from the cliff it was about to fall over... but we are being asked to roll back all that progress and go back to the same things that got us in this mess in the first place. It is as if arsonists have set your house on fire, and then when the firemen are attempting to fight the flames with water, suggesting that we pour on gasoline instead!

    To those of my felliow Americans who feel as I do and want to help, I have set up a grassroots fundraising site with the ambitious goal of $5,000 for the Obama campaign. Any amount helps! My site is here:

    https://donate.barackobama.com/page/outreach/view/2012/timdoylemusic

    Thanks you,

    Tim Doyle
  • The void in my brain hurts

    15 Apr 2012, 21:44 by panks_not_deder

    When you drink, drink, drink, and then stop. I don't mean the alcoholic nausea.
    Everything's so nice and mellow and purple and dear. And then suddenly it's nothing. For no apparent reason.
    Dance and the music stops. Clatter disappears. Everybody's sleepy, drunk or half drunk. Going home.
    I've come to realize that The Pogues help a lot in these situations. Even though they sometimes drive you to drinking too. They are perfect for filling those alcoholic holes in the mind.
    Sleep.
  • Imbatível: U2!

    15 Apr 2011, 00:06 by TheRefractory

    Sábado 9 Abr – U2 360° Tour
    Domingo 10 Abr – U2 360° Tour
    Quarta 13 Abr – U2 360° Tour

    No ultimo show da temporada no Brasil, U2 mostra poucas surpresas e reafirma a grandiosidade multimídia de uma banda que se recusa a deixar o topo.


    (Visão geral do palco no momento em que o telão se desmembra e desce ao piso, encobrindo os músicos)

    O espetáculo multimídia que o U2 tem apresentado nesta “360º Tour” não pode se chamado apenas de um show de rock. É, de fato, o suprassumo de excelentes canções do grupo que arrebata o mais comum dos cidadãos, percorrendo várias fases de mais de trinta anos de carreira. São rocks dos mais potentes com guitarras pesadas, batida e andamento de rock, cantados por um dos mais carismáticos frontman que o gênero já acolheu. Mas não há como deixar de lado o incrível espetáculo de interatividade proporcionado pelo palco exclusivamente projetado para esta turnê, e que tem com grande vedete um telão circular - na verdade um tronco de pirâmide de 24 lados de cabeça para baixo que se movimenta até engolir palco e músicos.

    Interatividade reforçada pela transmissão do áudio do show do dia 13, ao vivo, via internet (oficialmente para todos os países da América do Sul) para todo o mundo. “Podem baixar à vontade, esse show vai durar pra sempre”, disse Bono. “Só não deixe nosso empresário ouvir isso”, brincou, antes de iniciar “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”. O show começa no gás, com porradas que tiram o fôlego de Bono Vox. Em “I Will Follow”, a segunda, o grupo se porta como a banda de garagem que era quando a música foi criada. Bono se coloca com o pedestal do microfone inclinado, numa pose que seria repetida por todo o set. Mas o palco tem outras cartas na manga. A bateria gira o tempo todo sem que Larry Mullen Jr. pare de tocar, e passarelas se deslocam em sentido radial levando os músicos para uma pista bem no meio do público. Tudo isso em movimento faz o mais atento dos fãs ficar procurando onde está Bono, The Edge ou o estiloso Adam Clayton o tempo todo.

    Bono ainda está um pouco esbaforido quando apresenta os músicos – dessa vez sem as piadinhas de praxe – em “Until The End Of The World”. The Edge se supera num solo daqueles, salvando uma música nem tão boa assim. De olho na transmissão on line, Bono define o público da América do Sul como “aquele que canta para a banda, em vez de a banda cantar para o público”, não por acaso em “I Still Haven’t Found…”, a tal música que qualquer um, morto ou vivo, sabe a letra. Engatada em “Pride”, que nunca se sabe se será tocada ou não, é aí que o bicho pega. A música bem que poderia ganhar uma versão ao vivo estendida, mas o quarteto insiste na visceralidade enxuta do hit que consagrou, e a platéia vem à baixo.

    É em “Zooropa” que o telão entra em cena, oportunamente lembrando os tempos da “Zoo TV”, outra turnê grandiosa realizada pelo U2, ainda nos anos 90. Uma estrutura pantográfica desmembra as 24 telas fazendo pequenos pedaços se separarem entre si, até engolir os músicos no palco, como uma verdadeira nave espacial. De longe o espetáculo visual é impactante: parece uma tulipa gigante inclinada com imagens dos músicos também gigantes projetadas em todas as direções. Não há, na história dos concertos de rock, o registro de tamanha ousadia estética de vídeo e interatividade imagética. É a revolução, o futuro, acontecendo bem ali, ao vivo, na frente de mais de 90 mil pessoas.

    Contrastando com tudo isso está a guitarra de The Edge, quase sempre de uma simplicidade cativante. Em “City Of Blind Lights”, ele saca o velho dedal do blues para mandar um solo de slide guitar que emociona a multidão. Antes, é Bono que demonstra boa forma ao levar às últimas conseqüências a interpretação de “Miss Sarajevo”, originalmente gravada com Luciano Pavarotti – caem por terra os boatos de que ele teria perdido a voz e o que, por isso, o show seria cancelado. Curiosamente, músicas mais recentes agradam ao público apontando para os melhores momentos da noite. Caso de “Vertigo”, que se transforma em prova de carga para o estádio, com citação a Rolling Stones, e a versão meia boca de “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight”, que leva o tímido Larry Mullen a dar seu passeio pelo palco, tocando um tamborzinho colegial.

    Vale a lembrança de que, além de espetáculo multimídia global, a “360º Tour” é também a turnê de lançamento do álbum “No Line On The Horizon”, de 2009. O disco fornece quatro faixas (às vezes mais) ao show, numa prova que o U2 não é aquele medalhão acomodado que vive de hits do passado. A renovação é estética, mas, também, musical. A introdução marcial de “Sunday Bloody Sunday” desfaz a dúvida – ás vezes entra “New Year’s Day” ou até “Bad” – e, mesmo alterada, a música causa grande impacto no público. Cabe a “Walk On” o encerramento da primeira parte, bem de mansinho, mas com The Edge outra vez absoluto. A desnecessária participação de Seu Jorge até que não atrapalha. Ele, Bono e The Edge pedem o cantarolar da platéia para uma versão torta de “The Model” (música do Kraftwerk regravada no disco do brasileiro) e o resultado beira o patético. Uma música a mais do U2 certamente faria a noite ficar ainda melhor.

    “One”, um das mais belas músicas já escritas, abre o primeiro bis depois da tradicional fala de Desmond Tutu no telão. Para “Where The Streets have No Name”, Bono lê na colinha fixada no piso a frase “sou brasileiro e não desisto nunca”; antes, ele dedicara “Get On Your Boots” ao ex-jogador Ronaldo, que protagonizou uma campanha publicitária com este slogan. Com comecinho pré-gravado, o blockbuster “With or Without You” é a vedete do bis final, cujo encerramento vem com “Moment of Surrender” e o pedido de Bono para que todos “acendam” os celulares. A música é dedicada a todas às perdas familiares, e Bono volta a citar a tragédia de Realengo – no show de sábado, os nomes das vítimas firam exibidos no telão.

    No show de domingo, o U2 bateu o recorde de faturamento que antes era dos Rolling Stones. O incansável grupo de Mick Jagger pode até fazer uma nova turnê e recuperar o posto, mas, com a “360º Tour”, o U2 prova que continua imbatível quando o assunto é inovação (musical e tecnológica) e permanência no topo do rock e da música pop. A dúvida que fica é: o que será que eles vão aprontar da próxima vez?


    (Toda a banda agrupada no início do show, com a cobertura da bateria montada só em caso de chuva)

    Setlist completo:
    1- Even Better Than The Real Thing
    2- I Will Follow
    3- Get On Your Boots
    4- Magnificent
    5- Mysterious Ways
    6- Elevation
    7- Until The End Of The World
    8- I Still Haven’t Found What I’m Looking For
    9- Pride (In The name Of Love)
    10- The Model
    11- Beautiful Day
    12- Miss Sarajevo
    13- Zooropa
    14- City of Blinding Lights
    15- Vertigo
    16- I’ll Go Crazy (remix)
    17- Sunday Bloody Sunday
    18- Scarlet
    19- Walk On
    Bis
    20- One
    21- Where The Streets Have No Name
    Bis
    22- Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
    23- With Or Without You
    24- Moment Of Surrender

    Clique aqui para ver como foi o show de abertura do Muse.

    U2 | Muse
  • U2 só existe ‘One’: O palco mais incrível da história do showbiz.

    14 Apr 2011, 23:35 by TheRefractory

    Sábado 9 Abr – U2 360° Tour
    Domingo 10 Abr – U2 360° Tour
    Quarta 13 Abr – U2 360° Tour

    É uma nave espacial? É uma arranha-céu? É uma aranha gigante? Não, é o palco do U2. (A foto é de M.Rossi)



    Trabalho com as palavras há muito tempo e estou acostumado a usá-las para descrever as coisas. Algumas vezes, no entanto, as palavras não são suficientes, como se a realidade fosse tão espetacular que passar os olhos por letrinhas parecesse algo simplificado demais. É assim com grandes eventos históricos, por exemplo. É assim com sentimentos abstratos, com o perdão do pleonasmo conceitual. E foi assim com o show do U2.
    Assisti à apresentação de domingo, e pelo que vi na imprensa, parece ter sido um show bem diferente do que aconteceu no sábado – e, provavelmente, bem diferente daquele que será a última apresentação da turnê brasileira, na próxima quarta-feira. Digo isso principalmente pelo setlist: não é incomum uma banda que faz mais de um show na mesma cidade mudar um pouco o repertório. Mas o U2 radicalizou, com várias canções diferentes entre os dois shows. O que mostra aquilo que todo mundo já sabe, mas que anda com um pouco de vergonha de dizer: o U2 é a maior banda do mundo.



    Essa denominação não é apenas retórica de crítico de rock. Afinal, quando os Rolling Stones vem ao Brasil, eles são ‘a maior banda do mundo’. Quando o Radiohead vem ao Brasil, eles também são ‘a maior banda do mundo’. Mas isso é tudo uma grande bobagem, porque o U2 supera essas duas bandas em qualquer quesito. Tudo bem, confesso que sou fã de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. Mas não sou um fã cego.

    Digo que o U2 é maior que os Rolling Stones (em importância e em relevância artística) não apenas porque eles têm hoje o maior palco já construído na história do showbiz. A grande diferença é que o U2 se preocupa em ser relevante musicalmente, ao contrário de músicos como Rolling Stones, AC/DC e até Paul McCartney, por exemplo. Note que não estou comparando esses artistas, cada um tem seu estilo e sua importância. Mas Stones, AC/DC e Paul não estão nos auges de suas carreiras há tempos, muito longe disso. Os artistas de hoje não se preocupam em criar obras-primas fonográficas, mas em lançar discos para viabilizarem turnês. Essa eu acho que é a grande diferença do U2: após 30 anos de carreira e mais de 100 milhões de discos vendidos, eles ainda se desafiam a fazer melhor do que já fizeram – e olha que isso não é fácil.

    Tem gente que acha o disco ‘Boy’ o melhor da carreira do U2; tem gente que ama o ‘Achtung Baby’ (eu, inclusive). Mas não dá para dizer que ‘All That You Can’t Leave Behind’ é um disco lançado apenas para cumprir tabela; assim como ‘No Line on the Horizon’ pode ser apenas um disco mediano do U2, mas mesmo assim é melhor do que praticamente qualquer disco de qualquer banda lançado dos anos 2000 para cá. Não, eu não sou o tipo de crítico que tenta descobrir ‘a nova melhor banda do mundo’ todos os dias. Eu acho que o teste do tempo e da qualidade se impõe. Vamos ver onde estará o Arcade Fire e o Arctic Monkeys daqui a trinta anos. Mesmo o Radiohead, que é uma banda genial, não pode ser comparada com o U2. Radiohead está mais para um Pink Floyd pós-moderno, cheio de experimentações que nunca chegarão ao grande público. Pode agradar os mudérrnos, mas será que há muita gente que realmente se lembra de alguma música do Radiohead além de ‘Fake Plastic Trees’, que ficou famosa por ser trilha sonora de um comercial?
    Duvido.

    Mas chega de comparações porque música é arte, não campeonato de talento ou fama. Voltando ao início do texto, o motivo pelo qual eu senti dificuldades em encontrar palavras para descrever o show do U2 é um só: o palco da turnê 360 graus.

    Vou tentar descrevê-lo, mas já peço desculpas pela eventual imprecisão. Bono diz que criou o palco colocando quatro garfos encaixados um no outro em cima de uma mesa; lenda ou não, é isso mesmo que parece. Só que esses garfos, na vida real, são tentáculos gigantescos que grudam no gramado como se toda a estrutura fosse uma nave espacial que acaba de pousar no centro do estádio. É um monstro. É uma aranha cibernética. É uma garra de alguma criatura que povoa nossos pesadelos mais sombrios. Resumindo: é o palco mais impressionante que já foi montado desde que alguém inventou um conceito chamado ‘show’.
    O arranha-céu do U2 tem uma antena que projeta luzes até o céu; tem um telão circular que desce do topo da estrutura até o palco e praticamente encosta na cabeça dos músicos antes de subir de novo e virar novamente um telão. Mas a ideia mais genial por trás de toda essa megaestrutura é financeira: como o palco é circular e montado no centro do gramado, é possível vender todos os ingressos do estádio. Isso, para quem vive o dia a dia de turnês, sempre foi um problema. O palco era montado em uma extremidade do estádio, portanto não se podia colocar à venda os ingressos que ficavam atrás dele. Com o palco 360 graus isso muda: o U2 pode vender todos os ingressos de arquibancada, além da pista, todos com excelente vista a partir da plateia. É por isso que o Morumbi receberá 90 mil pessoas por noite, ao contrário de outros shows, que recebem ‘apenas’ 60 mil. Pequena diferença em termos de arrecadação, não? É por isso que essa turnê já arrecadou mais de US$ 500 milhões desde seu início, em Barcelona, em junho de 2009.

    Por incrível que pareça, esse monstro que o U2 chama de palco é justamente o ponto mais negativo do show, se é que podemos dizer que há algum ponto negativo. Deixa eu tentar explicar: o palco é tão grandioso e chama tanto a atenção, que desvia um pouco a atenção do que é o melhor do U2: os quatro músicos e suas canções.

    Por falar nisso, vamos voltar ao repertório. No sábado, os alto-falantes tocaram ‘Trem das Onze’ antes da introdução de ‘Space Oddity’, de David Bowie (‘Ground control to Major Tom…’). No domingo, foi ‘Minha Menina’, dos Mutantes. No sábado, o U2 homenageou as vítimas do massacre na escola do Realengo, colocando seus nomes no telão. No domingo, Bono e The Edge tocaram a inédita e belíssima ‘North Star’, que estará no próximo disco da banda.
    (Quem ousaria tocar uma balada desconhecida para 90 mil pessoas, deixando de fora sucessos que chegaram ao topo das paradas em dezenas de países?)
    Só acho que teve um outro pequeno ponto negativo do show, mas aí eu já falo descaradamente como fã. Eu achei que o setlist foi muito legal, variado, com músicas de todos os discos… mas eu teria escolhido outras músicas dos mesmos discos. Exemplo: a primeira música do show é ‘Even Better than the Real Thing’, mas na minha opinião deveria ser ‘The Fly’, que ficou de fora. Daí veio ‘Out of Control’, muito legal, antiga, uma ‘homenagem aos fãs’, segundo Bono (no sábado foi ‘I Will Follow). ‘Get on Your Boots’ é sensacional, uma música do último disco, mas que parece ter saído de alguma garagem dos anos 70: riff matador, vocal psicodélico. Outra nova, ‘Magnificent’, que eu acho meio chatinha. Eu preferia ‘Stand up Comedy’, mas tudo bem. ‘Mysterious Ways’ é outra do ‘Achtung Baby’, muito legal, The Edge mostrando por que é um dos grandes guitarristas da história do rock.

    Deixa eu aproveitar e falar um parágrafo sobre o The Edge, vai. Todo mundo está de saco cheio do Bono porque ele aparece demais, etc, certo? Então façam como eu: concentrem-se no The Edge e vocês não se arrependerão. Bono está tentando melhorar o mundo, e o excesso de exposição é apenas o efeito colateral de uma fama tão grande. Continuo gostando do Bono, veja bem. Bono não é incrível porque chegou no Brasil e logo de cara comentou a tragédia do Rio e mostrou apoio ao projeto Ficha Limpa em encontro com a presidente Dilma Rousseff. Ele é demais porque ele se deu ao trabalho de saber o que é Ficha Limpa, se deu ao trabalho de ver o que é relevante no país que ele está. É fácil ser um rockstar, ficar doidão, pegar as groupies e destruir o quarto de hotel. Ser inteligente, culto e preocupado com a realidade é um pouco mais difícil.

    Mas voltando ao The Edge (estou escrevendo em ciclos em homenagem ao palco da turnê – boa desculpa, não?), acho que ele realmente revolucionou a guitarra e digo o porquê. Até os anos 80 (e inclusive hoje em dia, dependendo do guitarrista), o instrumento sempre foi refém de maneirismos blueseiros, praticamente extensões do estilo de nomes como Jimi Hendrix e companhia. Os solos e os arranjos eram baseados totalmente em escalas pentatônicas ou escalas menores básicas. Dar um ‘bend’ (levantar a nota um tom acima) era o máximo da criatividade musical, apesar de ser uma contradição, já que é uma técnica roubada dos blueseiros americanos dos anos 40, por aí. Nomes como The Edge e Johnny Marr, do The Smiths, jogaram isso fora e começaram do zero. Criaram acordes em vez de solos; climas em vez de bases óbvias. O resultado é que a guitarra virou um instrumento muito maior, mais amplo, com mais possibilidades. A guitarra de The Edge é quase como um teclado, criando texturas e luzes para cada canção. The Edge é um Edgênio.

    O show seguiu com ‘Elevation’ (u-uhu) e ‘Until the End of the World’, outra favorita do público. Até que veio o primeiro hino: ‘I Still Haven’t Found What I’m Looking For’, do ‘Joshua Tree’. Linda, é completamente incrível ver uma canção gospel mezzo Harlem mezzo irlandesa tocada dentro de uma nave espacial pousada num estádio no Brasil. Globalização é uma palavra feia, mas o que ela representa conceitualmente é maravilhoso. Não preciso nem dizer que ‘Pride (In the Name of Love)’ trouxe o Morumbi abaixo, assim como ‘Beautiful Day’, o hit mais ‘good vibe’ do século 21. Tem gente que torce o nariz para ‘Miss Sarajevo’, mas eu acho linda a ideia de que o U2 colocou sua segurança em risco para tocar na cidade destruída pela guerra. E daí que o Bono não canta como o Pavarotti? Pelo menos ele estava bem afinado na noite de domingo.

    Aí veio ‘Zooropa’, uma escolha estranha de uma canção estranha que deu nome a um disco… estranho. ‘City of Blinding Lights’, do disco ‘How to Dismantle an Atomic Bomb’ é linda, mas eu preferia ‘Sometimes You Can’t Make it on Your Own’. ‘Vertigo’ veio na sequência com um dos riffs mais simples e legais do rock, preparando terreno para uma viajante versão eletrônica-house-percussiva de ‘I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight’. Dizem que o próximo disco do U2 será eletrônico, com participação até do produtor David Guetta. Só acredito vendo, ou melhor, ouvindo. Eles não gostam do ‘Pop’, mas eu adoro ‘Discotheque’…
    O que dizer de ‘Sunday Bloody Sunday’? Nada, apenas que até hoje é emocionante ouvi-la. E o show termina (pela primeira vez) com a bela ‘Walk On’, que não foi feita para comercial de whisky, embora fique aqui a ideia. No sábado, teve também ‘In a Little While’ e ‘Stuck in a Moment That You Can’t Get Out’, sinceramente, não sei qual das três é a melhor.

    A banda volta com ‘One’, e Bono aproveita para fazer propaganda de sua ONG, chamada… ‘One’. Foi então que veio a melhor música do show, na minha opinião: ‘Where the Streets Have no Name’. Não sei por que, mas ela me pegou de jeito e me emocionou de uma maneira meio constrangedora (ainda bem que ninguém viu). Não sei se foi o fato de que eu era uma pessoa tão diferente quando a ouvi pela primeira vez, no ‘Joshua Tree’, em 1987, ou se é por alguma coisa que se passa na minha vida hoje mesmo. Mas o fato é que um lugar onde as ruas não têm nome pode ser inesquecível. Eu gostaria de ser abduzido e levado para esse lugar na nave do U2.

    Peraí, não acabou! Tem ainda ‘Ultraviolet’, ‘With or Without You’ e ‘Moment of Surrender’, a melhor música do disco novo. Fim do show, as luzes se acendem e, paradoxalmente, é o momento que o palco-monstro parece finalmente adormecer. As pessoas começam a se dirigir para a saída, ainda estupefatos com o que acabou de acontecer. Sim, foi apenas um show de rock. Um dos últimos, talvez, já que a geração da internet não parece estar muito preocupada em construir ídolos. Eles não sabem o que estão perdendo.
    Desculpe se o texto foi muito longo, eu disse que estava com dificuldade para descrever o que aconteceu na noite de domingo. Se eu pudesse resumir, diria apenas: não perca o show de quarta-feira: U2 só existe One.

    __

    Por: Felipe Machado (Jornal Estadão)
    Link.: http://blogs.estadao.com.br/felipe-machado/u2-so-existe-one-o-palco-mais-incrivel-da-historia-do-showbiz/
  • Procurei um dia Perfeito... Encontrei um final de semana Perfeito!

    12 Apr 2011, 20:35 by TheRefractory

    Sábado 9 Abr – U2 360° Tour
    Domingo 10 Abr – U2 360° Tour
    Quarta 13 Abr – U2 360° Tour

    Nem um vídeo ou foto seria capaz de reproduzir o que somente olhos e ouvidos humanos é capaz de capturar, isso é U2 360º.

    Sabe quando um SHOW foi realmente bom? Quando você acorda no dia seguinte e ainda sente-se nele, quando a música ainda toca nos seus ouvidos...

    Esse show do U2 é tão mágico e surreal que parece que foi um sonho. Sério. Eu (e acredito que ninguem) ainda acredite que isso realmente aconteceu...

    Veja fotos do show


    (Video: Intro de ''Space Oddity, Return of the Stingray Guitar'' (David Bowie) + ''Even Better Than The Real Thing'')

    Muse é bom sim! Mas U2 é Interplanetário!! é Mítico! é Sublime! Divino! Épico! Faltam palavras pra descrever (ou não!)... mas podemos afirmar com toda certeza: VIMOS ACONTECER O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA! (Sim, porque show é uma coisa. ESPETÁCULO é outra), e o ''conceito de Show'' agora muda: Divide-se em antes do U2 360° e depois do U2 360°. Descobri o que é um Show de verdade! Nada se iguala! É coisa do outro mundo! E não só o palco, a (alta) performance da banda, em total sintonia e sincronia com o público é de se elogiar, os caras exalam energia e uma vibe positiva durante todo o show! 2006 foi MUITO bom, mas 2011 foi a melhor experiência que já vivi!

    Um final de semana em que ficará na história, não somente de nós fãs, mas tambem da deles, U2:

    ''Com shows em SP, U2 bate recorde de maior turnê de todos os tempos. Neste domingo (10), banda passa a ter a maior bilheteria total de uma turnê. Marca anterior de US$ 558 milhões em ingressos era dos Rolling Stones.''

    E nós, fizemos parte disso tudo! Dá pra acreditar? É, é surreal... Nunca tinha visto o Morumbi daquele jeito! Nunca! Em nenhum show, em nenhuma final de campeonato! O Estádio estava abarrotado! Transbordava gente, mesmo com chuva! (que em nada interferiu).



    Quem já foi a outros shows do U2, já conhece e bem o que é um show deles. Quem já viu o DVD do U2 360° Live at The Rose Bowl tem uma ideia de menos de 10% do que é esse show! Literalmente, o U2 chega ao céu com esse palco! Não é exagero!

    Dias 9 e 10 no Inner Circle! (dia 10 na grade!), que gratificante, depois de tanto esforço...



    Acampar foi o de menos - é até, em meio a tanta coisa: gostoso - Primeiro pra conseguir ingressos, já que em Shows do U2 parece que não basta ter o dinheiro... O difícil mesmo é consegui-los!



    E não fosse uma grande e especial amiga, jamais teria vivido tudo isso! Grandes amizades, grandes momentos: Inesquecível!

    Chuva, sol, frio, calor, sede, fome, ansiedade, cansaço físico e mental (extremo), sono, medo (?)... Tudo isso é esquecido no momento em que ELES sobem ao palco. O Mundo pode desmoronar do seu lado que ainda sim, você está lá, deslumbrado com aquilo que é a 360° do U2!



    Como já se sabe, ir para grandes Shows e Festivais em nosso país se trata de planejamento, muito acham que isso só funciona na hora de comprar os ingressos mas na realidade desde o dia da compra de ingressos deve-se pensar em diversos fatores, seja utilizando transporte público ou seu próprio veículo.

    Nestes 2 dias, sabado (09/04) e Domingo (10/04) consegui executar (quase) tudo de maneira perfeita, tudo com a tranquilidade que apenas um final de semana pode oferecer. (Claro, sempre tem os imprevistos, mas isso é o de menos, rs)

    Vou apenas mencionar: “O Muse esteve lá, mas poucos cantaram, poucos gostaram e poucos vão se lembrar.”

    Agora vamos ao que realmente interessa, quando o palco terminou de ser montado entrou o U2 com uma montagem de descida da “Nave” que me lembrou os velhos tempos de ''Show da Xuxa'' (hahaha, brincadeira), entraram no palco para levantar o Morumbi com “Even better than the real thing”, a música fez o estádio explodir de emoção mesmo não sendo uma canção tão popular, porém todos se esqueceram disso quando começou uma sequencia incrível de músicas e efeitos.

    O telão 360º tão anunciado parecia realmente algo fantástico, mostrava o show com clareza e explorava angulos fantásticos, trazendo a banda para perto dos fãs que cantavam e faziam o Morumbi tremer, porém não passava de um grande monitor de 500 pixels até “Mysterious ways” onde a tela mostrou sua verdadeira força.




    Deste momento para a frente o show se torna um espetáculo visual de primeira linha com efeitos e interação perfeita com as músicas, provocando muita emoção e levando o show a novos lugares, o telão salvou também os nossos pobres camaradas da arquibancada amarela que podiam no máximo usar um binóculo para ver os integrantes de costas durante a maior parte do show.

    O U2 transformou o Morumbi, sumiu abaixo de seu próprio telão e surpreendeu durante suas músicas, causou emoção e comoção misturando discurso político com vídeos e imagens fortes como era esperado da banda, andaram e abalaram o anel externo do palco enquanto o público delirava e cantava, transformaram o estádio em um baile de outros tempos e viajaram para diferentes dimensões em algumas músicas.

    (Todas as Fotos, por: @Oska_)




    ;D

    Valeu cada minuto de cansaço, cada sorriso, cada lágrima. Sim, porque parecíamos crianças. Nos emocionamos demais e choramos feito os pequenos. Mais do que um show, o U2 fez um apelo pela paz. Foram quase 90 mil pessoas cantando a uma só voz durante pouco mais de 2 horas. O Coro era perfeito!

    As músicas que mais marcaram foram as mais antigas como: I Will Follow, I Still Haven’t Found What I’m Looking For, Sunday Bloody Sunday, Where The Streets Have No Name (nessa, a minha favorita, confesso: chorei bastante! foi lindo, o Morumbi Verde e Amarelo) e With or Without You. Mas músicas como: Vertigo, Beautiful Day, City of Blinding Lights sempre levam o show a outros patamares... Nunca canso de repetir: O visual do show é impecável e único.

    Mesmo ontem à noite, 24 horas após o show, ainda estávamos em estado de graça e relembrando momentos do show. Esperamos muito tempo por essa oportunidade e seria injusto citar um momento ou outro, o show todo foi de arrepiar. A chuva não atrapalhou, o “Cara lá de cima” colaborou e pudemos aproveitar muito.

    Ouvir Bono narrando quais eram as pizzas favoritas de cada um dos integrantes da banda foi hilário. Logicamente, não podíamos esperar outra atitude deles: havia tradução simultânea no telão para que todos pudessem acompanhar enquanto ele interagia com o público.

    O formato do palco e a simpatia de todos eles colaboram muito para que o público todo se sinta respeitado e esperado (Adam Clayton que o diga; Simpatia em pessoa). Não tem crítica a se fazer, talvez tomados pela emoção que sentimos, mas foi isso, simplesmente perfeito!

    Além disso, o show ainda contou com homenagem aos estudantes mortos na chacina de Realengo (exibição dos nomes de todos no telão cilíndrico) (Clique no link), homenagem também à ativista de Mianmar Aung San Suu Kyi, Prêmio Nobel da Paz libertada no fim de 2010 após 20 anos presa, além de cruzar referências como Beatles (Lennon), David Bowie, Adoniran Barbosa, AIDS e pobreza.

    (Momento emocionante: Antes do início do Show, as caixas de som do estádio entoaram a canção de Adoniran Barbosa - ''trem das Onze'', e que foi cantada por 90 mil vozes, ''momento Brasil'' antes do show foi lindo!)




    Depois de mais de duas horas de show, os fãs deixaram o estádio extasiados.
    “Foi o melhor show do U2”, “Nós amamos o Brasil”, disse Bono.



    Voltem logo, U2!
    __

    Ainda na Sexta-feira, a banda foi ao Morumbi para fazer a ''passagem do som'' e ensaiar algumas músicas. Consegui ver (segurar o braço do Adam - baixista) os membros da banda e tirar fotos.



    ;)
  • Dessa vez, solo, Slash volta ao Brasil pra mostrar seu talento;

    5 Apr 2011, 23:59 by TheRefractory

    Quinta 7 Abr – Slash, Tempestt

    A bordo do ótimo disco solo que lançou no ano passado, este subestimadíssimo guitarrista vem ao Brasil para mostrar um bem equilibrado repertório e uma banda extremamente competente. Sim, ele vai tocar uma ou outra do Guns n’ Roses, mas pode apostar que vai seu um daqueles shows em que você vai sair do local com um sorriso no rosto, ainda mais ao ver como Slash é sim um grande instrumentista.
  • Hipnotizantes em sua delicadeza harmônico/melódica: The National

    5 Apr 2011, 23:54 by TheRefractory

    Terça 5 Abr – The National

    Alguns anos atrás, esta maravilhosa banda Americana se apresentou no Brasil e fez shows inesquecíveis de tão bons, com canções hipnotizantes em sua delicadeza harmônico/melódica. Podem apostar que vão repetir a dose, ainda mais porque estão um promovendo um ótimo disco, High Violet, lançado no ano passado. A voz de barítono do tímido/estranho vocalista Matt Berninger e a qualidade dos outros integrantes do grupo dão às canções texturas maravilhosas. Não deixe de ver!
  • My Recomended Songs

    31 Oct 2009, 13:25 by Lipashx

    Recommended Songs (sorted by most recommended songs)

    Headstrong : Trapt (Score = 971.37)-Hearing, Knowing, Loving
    Cold : Crossfade (Score = 927.49)
    Always : Saliva (Score = 776.94)-H,K,L
    Paralyzer : Finger Eleven (Score = 712.02)
    Open Your Eyes : Guano Apes (Score = 708.71)-HKL
    Breathe Into Me : Red (Score = 685.98)
    Addicted : Saving Abel (Score = 682.37)
    Lips Of An Angel : Hinder (Score = 676.92)
    Crawling in the Dark : Hoobastank (Score = 662.46)
    Through Glass : Stone Sour (Score = 659.03)
    Wasteland : 10 Years (Score = 651.65)
    It's Not Over : Daughtry (Score = 629.85)
    Blurry : Puddle of Mudd (Score = 615)-HKL
    From Yesterday : 30 Seconds to Mars (Score = 610.14)
    Fake It : Seether (Score = 606.16)-K
    Broken : 12 Stones (Score = 602.95)
    Comatose : Skillet (Score = 597.64)
    The Way You Like It : Adema (Score = 555.61)
    Wasting My Time : Default (Score = 551.06)
    Scars : Papa Roach (Score = 532.85)-HKL
    Bad Girlfriend : Theory of a Deadman (Score = 516.6)
    One Last Breath : Creed (Score = 509.61)
    45 : Shinedown (Score = 503.14)-HKL
    The Red : Chevelle (Score = 501.69)
    Better Than Me : Hinder (Score = 500.89)
    All The Same : Sick Puppies (Score = 495.86)
    Not Meant To Be : Theory of a Deadman (Score = 490.39)
    Out Of Control : Hoobastank (Score = 484.14)
    Open Your Eyes : Alter Bridge (Score = 484.08)
    So Far Away : Staind (Score = 482.37)
    Fully Alive : Flyleaf (Score = 476.14)
    Youth of the Nation : P.O.D. (Score = 466.22)
    Colors : Crossfade (Score = 456.57)
    Wherever You Will Go : The Calling (Score = 456.38)-HKL
    Hemorrhage (In My Hands) : Fuel (Score = 450.33)
    All Around Me : Flyleaf (Score = 443.2)
    March Out Of The Darkness : Papa Roach (Score = 438.51)-HK
    Outside : Staind (Score = 436.8)
    Cold (But I'm Still Here) : Evans Blue (Score = 432.78)
    Like Suicide : Seether (Score = 432.54)
    Movies : Alien Ant Farm (Score = 431.27)
    She Hates Me : Puddle of Mudd (Score = 424.15)-HKL
    sillyworld : Stone Sour (Score = 414.89)
    Wait : Earshot (Score = 412.33)
    I Stand Alone : Godsmack (Score = 401.77)-KL
    Getting Away With Murder : Papa Roach (Score = 401.27)-HK
    Bad : Michael Jackson (Score = 400)-HKL
    Kryptonite : 3 Doors Down (Score = 397.79)
    Let It Die : Foo Fighters (Score = 396.44)-K
    Second Chance : Shinedown (Score = 391.52)-K
    Bottom of a Bottle : Smile Empty Soul (Score = 390.6)
    Attack : 30 Seconds to Mars (Score = 389.8)
    Get Stoned : Hinder (Score = 389.73)
    Hanging by a Moment : Lifehouse (Score = 387.48)
    With Arms Wide Open : Creed (Score = 382.11)-K
    Show Me How To Live : Audioslave (Score = 381.23)
    Finding Myself : Smile Empty Soul (Score = 378.34)
    Can You Feel It : The Jacksons (Score = 376.84)-HK
    The Kill : 30 Seconds to Mars (Score = 374.77)
    My World : Sick Puppies (Score = 373.81)
    Smooth Criminal : Alien Ant Farm (Score = 369.8)-KL
    Move Along : The All-American Rejects (Score = 367.32)
    Iris : Goo Goo Dolls (Score = 365.5)-K
    Last Train Home : Lostprophets (Score = 361.2)
    Send the Pain Below : Chevelle (Score = 355.69)
    Tear Away : Drowning Pool (Score = 354.67)-KL
    Devour : Shinedown (Score = 351.73)-HK
    Savin' Me : Nickelback (Score = 350.34)-HKL
    So Far Away : Crossfade (Score = 348.66)
    Death of Me : Red (Score = 347.99)
    Hollow : Submersed (Score = 346.2)
    Carnival of Rust : Poets of the Fall (Score = 345.96)
    So Cold : Breaking Benjamin (Score = 337.89)
    Broken Promises : Element Eighty (Score = 335.86)
    Deny : Default (Score = 334.15)
    Be Yourself : Audioslave (Score = 333.79)-HKL
    Over You : Daughtry (Score = 333.18)-HKL
    Here Without You : 3 Doors Down (Score = 332.17)-KL
    If Everyone Cared : Nickelback (Score = 328.95)-HKL
    The Feel Good Drag : Anberlin (Score = 314.72)
    Stupid Girl : Cold (Score = 314.51)
    Calling : Taproot (Score = 312.56)
    Nights Of Love : Papa Roach (Score = 310.66)-HK
    Lie To Me : 12 Stones (Score = 310.2)
    Sorry : Buckcherry (Score = 309.98)
    Over : Evans Blue (Score = 309.92)
    Anna Molly : Incubus (Score = 309.5)
    Ugly : The Exies (Score = 304.03)
    Move : Thousand Foot Krutch (Score = 302.39)
    Judith : A Perfect Circle (Score = 297.09)
    Hell Yeah : Rev Theory (Score = 296.76)-K
    Cover Up : Trapt (Score = 296.04)
    Falling On : Finger Eleven (Score = 292.25)
    Everyday Combat : Lostprophets (Score = 292.13)
    Bodies : Drowning Pool (Score = 291)-K
    Fallen Leaves : Billy Talent (Score = 290.8)
    Lonely Day : System of a Down (Score = 288.79)-KL
    Killing in the Name : Rage Against the Machine (Score = 288.5)-H\K
    When I'm Gone : 3 Doors Down (Score = 283.6)
    Poem : Taproot (Score = 282.31)